- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse à CNN que a proposta de nova taxação dos EUA representa risco aos empregos e às empresas brasileiras.
- Ele afirmou que caberá ao governo federal negociar com a gestão de Donald Trump para proteger, neste momento, o interesse nacional.
- Tarcísio avaliou que a tarifa afetaria o agronegócio e a indústria, elevando preços e reduzindo o fluxo de exportações.
- O governador disse que o protecionismo reflete temores com a desindustrialização e preocupação geopolítica, além de dependência de cadeias externas em setores como fármacos, minerais críticos, aço e defesa.
- O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos propôs tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, com exceção de itens sujeitos a tarifas de segurança nacional; haverá audiência em 6 de julho de 2026 e prazo máximo para medidas corretivas é 15 de julho.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou à CNN nesta terça-feira (2) que a proposta de nova taxação pelos Estados Unidos representa risco aos empregos e às empresas do Brasil. A declaração foi dada durante entrevista ao veículo de imprensa americano.
Segundo o governador, caberá ao governo federal conduzir as negociações com a gestão de Donald Trump para proteger o interesse nacional diante da possibilidade de sanção. Ele ressaltou que o tema requer atuação diplomática coordenada.
A Universa medida apresentada pelo USTR, em documento divulgado na véspera, prevê tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, com exceção de itens classificados como sujeitos às tarifas de segurança nacional. O objetivo é servir como resposta a uma investigação sob a Seção 301.
Antes de qualquer sanção definitiva, o governo dos EUA promoverá consultas públicas e audiências para avaliar o impacto da medida. Uma audiência está marcada para 6 de julho de 2026, segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA.
O prazo para definição e aplicação das medidas corretivas fica em 15 de julho. A sinalização aponta para um cenário de intensificação de protecionismo que pode afetar setores como agronegócio, indústria, fármacos e minerais críticos.
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