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Novas tarifas podem impactar US$ 15 bi em exportações, aponta Amcham

Tarifa de vinte e cinco por cento proposta pelos EUA pode comprometer US$ quinze bilhões em exportações brasileiras; ferro-gusa, carregadoras e açúcar são os mais impactados, prazo até quinze de julho de dois mil e vinte e seis

Porto de Santos com contêineres — Foto: Domingos Peixoto/Agência o Globo
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  • A Amcham afirma que a tarifa de 25% proposta pelos Estados Unidos pode impactar até US$ 15 bilhões em exportações do Brasil para aquele mercado.
  • Os setores mais vulneráveis são indústria de base, máquinas e equipamentos, agronegócio, produtos florestais e alimentos processados.
  • Os itens com maior efeito: ferro-gusa (US$ 1,536 bilhão), carregadoras autopropulsadas dianteiras com pá (US$ 470,6 milhões) e açúcar (US$ 439,6 milhões).
  • Outros produtos afetados include madeira, gorduras animais, tratores, tabaco, granito, etanol, café instantâneo e transformadores elétricos.
  • Nesta segunda-feira, 1º de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação e propôs tarifas de 25% com exceções; o prazo para definição é 15 de julho de 2026.

A Amcham Brasil afirma que a tarifa de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode comprometer até US$ 15 bilhões em exportações para o mercado norte‑americano. A lista de setores mais afetados envolve indústria de base, máquinas e equipamentos, agronegócio, produtos florestais e alimentos processados. A conclusão faz parte da investigação comercial concluída nesta segunda-feira (1º).

Segundo a Amcham, o impacto varia conforme o item, com o ferro-gusa liderando o ranking de exportações potencialmente atingidas, seguido por pás-carregadeiras e açúcar. Os dados são de 2024 e constam na avaliação da Comissão de Comércio Internacional dos EUA. Além dessas categorias, produtos de madeira, gorduras animais, tratores, tabaco, granito, etanol, café e transformadores elétricos também aparecem entre os mais expostos.

Produtos mais afetados

  • Ferro-gusa — US$ 1,536 bilhão
  • Carregadoras autopropulsoras dianteiras com pá, tipo roda — US$ 470,6 milhões
  • Outro açúcar de cana — US$ 439,6 milhões
  • Molduras de madeira padrão de pinho — US$ 350,5 milhões
  • Gorduras de animais bovinos, ovelhas ou cabras — US$ 345,9 milhões
  • Avaliadores e niveladores autopropulsados — US$ 321,7 milhões
  • Tratores para instalação de esteiras para uso agrícola — US$ 247,4 milhões
  • Tabaco destalhado/debulhado — US$ 246,1 milhões
  • Pedras de granito — US$ 234,6 milhões
  • Compensado de madeira de 6 mm — US$ 214,5 milhões
  • Álcool etílico não desnaturado (80%+) — US$ 202,4 milhões
  • Café instantâneo — US$ 171,6 milhões
  • Transformadores elétricos líquidos ≤ 650 kVA — US$ 155,1 milhões
  • Peptonas e derivados proteicos — US$ 152,0 milhões
  • Cartuchos e cartuchos vazios — US$ 148,6 milhões

Nesta segunda-feira (1º), o USTR concluiu a investigação e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista de itens. O prazo para definição e implementação das medidas corretivas vai até 15 de julho de 2026.

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