- O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, afirmou que o Brasil e demais países da América Latina podem se beneficiar da atual demanda mundial por terras raras.
- O comentário foi feito na abertura do 18º Fórum Econômico Internacional da OCDE sobre a região, em Paris.
- Ele pediu reformas ambiciosas para atrair investimento privado, fortalecer instituições públicas, ampliar a integração regional e elevar a produtividade.
- O Brasil tem mais de 20 milhões de toneladas de terras raras, a segunda maior reserva mundial, com exportação ainda reduzida; a região também abriga reservas de lítio, cobre e cobalto.
- Estados Unidos e União Europeia veem a América Latina como fonte estratégica de minerais críticos, com atenção a acordos comerciais que incluam o México.
O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, pediu nesta terça-feira 2 de junho de 2026 reformas ambiciosas na América Latina para aproveitar a alta demanda global por minerais críticos, como terras raras. O Brasil, com reservas significativas, foi citado como exemplo de potencial.
Cormann afirmou que o mundo está reconfigurando cadeias de suprimentos e que a demanda por minerais críticos cresce, o que coloca a região em posição estratégica para atender mercados globais. Ele participou do 18º Fórum Econômico Internacional da OCDE, em Paris.
Reformas ambiciosas
Para ampliar esse patamar, o líder da OCDE indicou necessidade de maior investimento privado, integração regional, instituições públicas fortalecidas e aumento da produtividade do trabalho. A mensagem é de ações rápidas para capitalizar oportunidades.
O Brasil possui mais de 20 milhões de toneladas de terras raras, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, a segunda maior reserva mundial, atrás da China. Ainda assim, o país tem exportação relativamente baixa.
Bolívia, Argentina e Chile aparecem como importantes anfitriões de lítio, enquanto Chile e Peru são destaques em cobre. Cuba é apontada como produtora de cobalto, conforme dados do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe.
Estados Unidos e União Europeia observam a região com atenção, buscando diversificar fornecedores. O México é citado como possível elo de abastecimento para a UE, com acordo comercial em atualização.
Com AFP
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