- O presidente do The New York Times, A. G. Sulzberger, acusou empresas de inteligência artificial de roubo descarado de propriedade intelectual durante o 77th World News Media Congress.
- Ele disse que essas companhias treinam seus algoritmos com conteúdo de imprensa sem autorização ou pagamento.
- Sulzberger defende leis que exijam licenças para uso de material jornalístico e maior transparência no uso de dados por plataformas de tecnologia.
- O executivo alerta para riscos de concentração de poder entre poucas empresas de tecnologia e para a redução da diversidade de vozes na mídia.
- A declaração evidencia preocupações do setor com o impacto da IA na sustentabilidade econômica do jornalismo e na proteção de direitos dos produtores de conteúdo.
Durante o 77th World News Media Congress, A.G. Sulzberger, presidente do The New York Times, criticou empresas de IA por suposto roubo de propriedade intelectual. Ele disse que o uso de conteúdo jornalístico para treinar algoritmos ocorre sem autorização.
Segundo o executivo, essa prática coloca em risco a sustentabilidade do jornalismo e a variedade de vozes na mídia. Ele destacou que conteúdo jornalístico é protegido por direitos autorais e não pode ser utilizado sem compensação.
Também pediu maior proteção ao material produzido por veículos de imprensa. Defendeu leis que obriguem licenças para uso de conteúdo jornalístico por IA e maior transparência das plataformas sobre dados e terceiros.
Proteção ao conteúdo jornalístico
Sulzberger ressaltou a necessidade de mecanismos legais que assegurem remuneração e reconhecimento pelos jornalistas. Disse ainda que a concentração de poder entre poucas empresas de tecnologia pode reduzir a diversidade de narrativas.
A fala do presidente do NYT reforça a preocupação do setor com impactos da IA na propriedade intelectual e na sustentabilidade econômica. O tema é visto como central para o equilíbrio entre inovação e direitos de imprensa.
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