- Hervé Birnie-Scott é o diretor do Domaine Chandon na Argentina e conduz a viticultura com visão high-tech, especialmente por estar em Mendoza, em altitude e sob clima extremo.
- Implementou sensores nas parcelas Terrazas de los Andes e sistemas de cartografia para atender às necessidades das plantas em tempo real, com foco na irrigação de precisão por gotejamento em todas as vinhas.
- Na adega, a fermentação é monitorada em tempo quase real por algoritmos preditivos que otimizam curvas de fermentação e antecipam desvios.
- O projeto resultou no desenvolvimento de um spritz pronto para beber, com 6% de álcool, obtido a partir do processo de fermentação do mosto com as leveduras e controle por resfriamento da cuba.
- Birnie-Scott será convidado para o próximo Big Bang Vin, em 2 de julho, para falar sobre tecnologias no setor vitivinícola.
Hervé Birnie-Scott, engenheiro de viticultura, dirige o domínio Chandon Argentina, adotando uma linha de gestão high-tech. O executivo será o convidado do Big Bang Vin dedicado às inovações tecnológicas no setor, no dia 2 de julho.
Como gerente, Birnie-Scott implementa sensores nas parcelas de Terrazas de Los Andes e sistemas de cartografia para monitorar as vinhas em tempo real. A irrigação de precisão atende às necessidades das plantas com base em dados atualizados, especialmente devido à altitude e às condições climáticas extremas da região de Mendoza.
Na prática, a vinícola utiliza canaletas de gotejamento em todas as parcelas, com monitoramento contínuo do teor hídrico. No processo de vinificação, a fermentação é acompanhada por algoritmos preditivos que ajudam a estabilizar curvas e antecipar desvios, visando maior controle de qualidade.
Tecnologia na viticultura
Essa abordagem tecnológica também se aplica às etapas de produção. Os vinhos passam por monitoramento quase em tempo real nas cubas, com ajustes automáticos que reduzem variações. Entre os resultados mencionados, destaca-se um espumante pronto para beber com teor alcoólico de 6%, resultado de uma fermentação controlada e interrompida de forma planejada.
Birnie-Scott detalha ao veículo de referência que o jus de uva entra na cuba, fermenta até cerca de 5% de álcool, e, ao fechar a cuba, continua a transformação até atingir 6% para gerar gás carbônico do espumante. O processo é então interrompido pelo resfriamento da cuba, conforme reportado pelo veículo fevereiro de 2026.
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