- O private international do Itaú recomenda investir entre cinco e trinta e oito por cento dos recursos no exterior em renda fixa não denominados em dólar, conforme o perfil de risco do investidor.
- A ideia é diversificar diante das dúvidas sobre a economia americana, priorizando títulos soberanos e corporativos com grau de investimento em moedas diferentes do dólar.
- Segundo Marcelo Menusso, fases de abertura de taxas na Europa e na Ásia criam oportunidade; os yields de Treasuries subiram, com o ten-year em torno de quatro vírgula três por cento ao ano.
- Para investidores conservadores, a sugestão é aplicar trinta e oito por cento dos recursos externos em renda fixa externa, com 42 por cento em dólares e 20 por cento em caixa; para mais agressivos, cinco por cento em ex-USD, vinte e dois por cento em USD e o restante em renda variável e ativos no exterior.
- A renda fixa global soma cerca de US$ cento e cinquenta trilhões, com aproximadamente metade em papéis não dolarizados.
O private international do Itaú, pela primeira vez em anos, recomenda que clientes invistam em renda fixa não denominadas em dólar. A mudança marca uma nova etapa na diversificação global do grupo.
A tese é simples: diante de dúvidas sobre a economia americana, vale explorar ativos em moedas diferentes do dólar. A sugestão é aplicar entre 5% e 38% dos recursos no exterior em títulos soberanos e corporativos com grau de investimento, em países desenvolvidos.
Marcelo Menusso, estrategista-chefe de crédito do private internacional, aponta que a abertura recente de taxas na Europa e na Ásia abre oportunidades. Ele cita que, em determinados pontos da curva, níveis vistos apenas no final dos anos 90 ganham atratividade.
Os yields de Treasuries subiram, com o título de 10 anos perto de 4,3% ao ano. Mesmo assim, são indicados como parte da carteira por reduzir o risco de desvalorização adicional do dólar, segundo o Itaú.
Para clientes com perfil conservador, a instituição sugere que 38% dos recursos de renda fixa no exterior fiquem em ativos não dolarizados, mantendo 42% em papel em dólar e 20% em caixa.
Para investidores mais agressivos, a recomendação é 5% em renda fixa ex-USD, 22% em dólar, e o restante em renda variável e ativos no exterior, como private equity, cripto e commodites.
Menos exposição à renda fixa fora do dólar é vista como perda de uma parcela relevante do mercado, segundo o estrategista. O objetivo é ampliar a base de ativos não dolarizados na carteira.
Ao todo, a renda fixa global é estimada em torno de US$ 150 trilhões, com cerca de metade nesse segmento não dolarizada, conforme o Itaú. Fonte consultada: divulgação do banco e entrevista ao Brazil Journal.
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