Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Setor teme tarifa dos EUA contra o Brasil por trabalho escravo já neste mês

Setor produtivo teme que os EUA imponham nova tarifa ainda este mês por trabalho escravo, somando-se à cobrança de 25% já anunciada

Para o presidente da Abimaq, José Velloso, as informações que vêm dos EUA apontam que a nova tarifa pode ser aplicada ainda no mês de junho
0:00
Carregando...
0:00
  • Governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa de 25% e mirou o Brasil em investigação sobre trabalho escravo, com possível extensão para este mês.
  • Empresários brasileiros podem enfrentar nova cobrança ainda em junho, caso a seção 301 responda a denúncias de práticas relacionadas a trabalho forçado.
  • A apuração envolve déficit de fiscais do trabalho e foi debatida em reunião entre o presidente Lula e o ex-presidente Trump; o USTR está à frente.
  • Atores do setor, como José Velloso (Abimaq) e Welber Barral (Fiesp), indicam que a nova tarifa pode sair ainda este mês, somando-se à taxa já anunciada.
  • Analistas apontam que o Brasil deve ser punido por fatores políticos além dos técnicos, com China e outras nações consideradas em jogo na negociação.

O setor produtivo brasileiro teme a aplicação de uma nova tarifa americana contra o Brasil ainda neste mês, em complemento à taxa de 25% anunciada pelo governo dos EUA nesta semana. A medida seria resultado de uma investigação em curso sobre trabalho análogo à escravidão no país.

Segundo representantes, há expectativa de que a tarifa adicional, de 10%, seja implementada ainda em junho, elevando o peso total sobre as exportações brasileiras para 35%. A projeção parte de figuras do setor e de contatos com autoridades das duas nações.

A controvérsia decorre de investigações abertas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) contra 59 países e a União Europeia, sobre falhas no cumprimento de proibições ao uso de mão de obra escrava. O caso envolve déficits de fiscais do trabalho no Brasil.

Para o presidente da Abimaq, José Velloso, as informações vindas de Washington indicam a possibilidade de nova tarifa ainda neste mês, associada à já anunciada de 25%. Ele aponta que o Brasil pode ficar entre os países atingidos pela regra 301.

Welber Barral, conselheiro da Fiesp, também espera a evolução ainda neste mês, com base em reportes vindos de capitais americanas. A percepção é de que a decisão pode ocorrer em junho, apesar do diálogo entre os governos.

O governo brasileiro sustenta que adota medidas para combater o trabalho escravo, mas reconhece dificuldades em comprovar compras de produtos de países com práticas ilegais. O chanceler Mauro Vieira encaminhou uma carta aos EUA com explicações formais.

Interlocutores do Palácio do Planalto citam que o alvo pode incluir pressões políticas mais do que fatores estritamente técnicos, destacando o peso da política doméstica nas decisões dos EUA. A discussão envolve indireta relação com a China, segundo apurações.

O Brasil não participou da audiência pública nos EUA realizada em abril sobre o tema. As autoridades brasileiras defendem argumentos técnicos para se contrapor às investigações em andamento, tanto sobre trabalho escravo quanto sobre as medidas anunciadas.

O setor de máquinas, que já exportou US$ 4 bilhões para os EUA no último período, não integra a lista de exceções. A avaliação é de que 82% das exportações do setor ocorrem entre empresas, o que, segundo analistas, não evita o impacto de tarifas para a cadeia de suprimentos.

O governo brasileiro mantém a posição de atuar para combater práticas de trabalho escravo, monitorando impactos nas exportações e buscando soluções diplomáticas para evitar penalidades adicionais.

Observação: reportagem baseada em informações de interlocutores do setor e em cobertura de fontes abertas; fontes oficiais não foram citadas explicitamente neste texto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais