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Stuhlberger: Brasil é ‘poço de gerar dólar’ para estrangeiros

Brasil atrai investimento externo por commodities, petróleo e potencial para data centers de IA, aponta Luis Stuhlberger, destacando fluxo positivo e cautela fiscal

Ainda me estranha o baixíssimo dinheiro fora do Brasil que os brasileiros possuem
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  • Brasil atrai fluxo positivo de investimentos estrangeiros por produzir commodities como minério de ferro e petróleo e por ter potencial para abrigar data centers de IA, segundo o CEO da Verde Asset, Luis Stuhlberger.
  • O gestor diz que, no curto prazo, o negócio brasileiro é relativamente estável, mas que, no longo, o cenário fiscal é um desafio.
  • Ele aponta que os brasileiros mantêm pouco dinheiro fora do país, destacando o CDI com juro real de 9% e duração de um dia, além de bancos sólidos.
  • O mercado de ativos isentos de tributação já passa de R$ 3 trilhões entre os investidores domésticos, ainda que tenha perdido fôlego recentemente.
  • Sobre a política internacional, Stuhlberger acredita em uma trégua no Oriente Médio até o início da Copa do Mundo de 2026, com a pausa possivelmente se estendendo até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em 3 de novembro.

O Brasil atrai capital externo por sua atuação em commodities como minério de ferro e petróleo, além do potencial para abrigar data centers de IA. O comentário é de Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset e gestor do Fundo Verde, feito em live promovida pela corretora Avenue na terça-feira. Segundo ele, o país continua gerando fluxo positivo de investimentos de fora.

Para o gestor, o conjunto de fatores macroeconômicos torna o Brasil atrativo: produção de commodities, perspectivas de infraestrutura digital e um cenário de juros elevados no exterior que favorece ativos brasileiros. Ele também destacou o baixo volume de dinheiro externo versus o patrimônio doméstico e criticou a percepção de um descompasso fiscal de longo prazo.

Stuhlberger avaliou que o Brasil mantém um negócio relativamente equilibrado no curto prazo, mas aponta risco fiscal no longo prazo. Observou ainda a baixa participação de capitais estrangeiros no exterior e citou o CDI como instrumento com remuneração real elevada e liquidez diária, além de bancos considerados sólidos.

O gestor mencionou o mercado de ativos isentos de tributação, que atrai investidores locais e já soma cerca de R$ 3 trilhões, embora tenha recuado recentemente. Ele ressaltou que a tributação favorece determinados ativos, influenciando o apetite por investimentos no país.

Cenário internacional e impactos no investimento

Sobre o conflito no Oriente Médio, Stuhlberger aponta a possibilidade de uma trégua até o início da Copa do Mundo de 2026, que terá abertura entre Estados Unidos, México e Canadá no dia 11. A pausa, segundo ele, poderia se estender até as eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro. O comentário surge no contexto de volatilidade geopolítica que impacta mercados globais.

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