- Tarifas de 25% sobre produtos brasileiros vendidos aos EUA poderiam atingir 26,9% das exportações do Brasil para aquele país, segundo a MB Associados.
- Os setores mais impactados seriam máquinas e equipamentos, madeira e manufaturados, além de produtos elétricos como transformadores.
- Cerca de 56,3% do total anual de exportações brasileiras para os EUA estariam cobertos pelas isenções da lista da seção 301, totalizando US$ 21,2 bilhões.
- Outros 16,8% estão sob investigação em outra seção (232), envolvendo aço, veículos, autopeças, alumínio e cobre, entre outros, e, por ora, não estão nem isentos nem sujeitos à nova tarifa.
- O governo dos EUA, por meio do Escritório do Representante de Comércio (USTR), abriu consulta pública com prazo para contribuições até 15 de julho, antes da decisão final.
O governo dos EUA propôs tarifas de 25% sobre bens brasileiros importados, após concluir a investigação da seção 301. A medida, anunciada pelo USTR, poderia alcançar 26,9% das exportações brasileiras para o país, segundo a MB Associados. A decisão depende de o presidente Donald Trump ratificar a cobrança.
A proposta envolve uma lista ampla de itens, com exceção de alimentos e alguns insumos estratégicos. Entre os itens potencialmente taxados estão máquinas e equipamentos, madeira e produtos elétricos, como transformadores. A avaliação inicial aponta impacto relevante sobre a indústria de transformação brasileira.
Segundo a MB Associados, as principais exportações afetadas seriam máquinas e equipamentos (US$ 2,36 bilhões em 2025), madeira e manufaturados (US$ 1,24 bilhão) e produtos elétricos (US$ 920 milhões). Cerca de um quarto dos impactados seriam máquinas e equipamentos.
A consultoria aponta que 56,3% das vendas brasileiras aos EUA em 2024 estariam cobertas pela lista de isenções da seção 301, enquanto outras 16,8% estariam sob outra seção da lei (232) e não entram nem em isenções nem na tarifa. A decisão final depende de consulta pública promovida pelo USTR, com prazo para o relatório definitivo até 15 de julho.
Analistas ressaltam que, mesmo que a cobrança seja implementada, o efeito sobre os preços ao consumidor nos EUA tende a tornar os produtos mais caros e reduzir a eficiência econômica. Mantêm a recomendação de buscar novos mercados para as empresas brasileiras do setor afetado.
A administração Trump concluiu a investigação e indicou a tarifa de 25% como resposta a práticas comerciais consideradas injustas. O USTR abrirá uma consulta para ouvir o setor privado antes da elaboração do relatório final. A decisão final cabe ao presidente.
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