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Tarifa de 25% é mais perigosa que tarifaço dos EUA em 2025, diz Miriam Leitão

Tarifa de 25% dos EUA pela Seção 301 é vista como mais perigosa e de reversão mais difícil; Brasil continua negociando até quinze de julho

Foto de arquivo: Trump mostra tabela do tarifaço em 2 de abril de 2025 — Foto: Reuters/Carlos Barria/File Photo
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  • A tarifa de 25% anunciada pelos EUA contra produtos brasileiros é considerada mais perigosa que o tarifaço de 2018/2019, pois segue os ritos legais da Seção 301, em vigor desde 1974.
  • A avaliação é da jornalista Miriam Leitão, no Bom Dia Brasil, que diz que a medida tende a ser mais difícil de reverter na Justiça por ter seguido o processo previsto.
  • O Brasil formou uma equipe de negociação e participou de reuniões com autoridades americanas; empresários viajaram aos EUA com advogados para contestar as acusações.
  • Entre as críticas dos EUA estão pirataria, desmatamento e o sistema de pagamentos instantâneos PIX; sobre o desmatamento, Miriam afirmou que os índices vêm caindo e que, em 2026, deverá ser a menor taxa desde 1988.
  • Há espaço para negociações até 15 de julho, prazo para a entrada em vigor da tarifa; o Brasil pretende continuar dialogando, ainda que o tom de Trump seja visto como político, não comercial.

Miriam Leitão informou nesta terça-feira, no Bom Dia Brasil, que a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros é considerada mais grave do que o tarifaço aplicado no ano anterior. A comentarista citou a Seção 301 da legislação comercial americana, vigente desde 1974, como base para a medida.

Ela afirmou que a investigação segue os procedimentos legais previstos pelo governo americano, o que torna a decisão mais suscetível de contestação judicial. A justificativa envolve combate à pirataria, ao desmatamento e ao sistema de pagamentos instantâneos PIX.

O governo brasileiro criou uma equipe de negociação para contestar as acusações e participou de reuniões com autoridades dos EUA. Empresários brasileiros também viajaram ao país com advogados para apresentar argumentos contrários às alegações.

Parte das acusações não se sustenta, segundo a comentarista. Ela destacou que as críticas ao combate à pirataria, ao desmatamento e ao PIX não equivalem a práticas comerciais desleais, especialmente porque os índices de desmatamento vêm caindo nos últimos anos.

Em relação ao desmatamento, Leitão mencionou a tendência de queda dos índices e apontou que o governo deve anunciar em 2026 a menor taxa já registrada desde o início da série histórica, em 1988. O PIX, por sua vez, foi considerado uma inovação financeira, sem evidência de prática comercial desleal frente a cartões de crédito.

Ainda que a medida tenha sido anunciada, há espaço para negociações até o prazo final de 15 de julho, quando entra em vigor a tarifação. Segundo a comentarista, o Brasil vai manter a diplomacia aberta, embora o governo americano trate a questão como política e não apenas comercial.

Situação atual das negociações

Segundo Miriam Leitão, o governo brasileiro continua buscando entendimento com os EUA para evitar a aplicação efetiva da tarifa. A equipe de negociação e empresários permanecem ativos em diálogos, buscando alternativas e ajustes na proposta americana.

A comentarista ressaltou que a diplomacia é essencial, pois o ambiente político nos EUA, sob a gestão atual, pode influenciar a condução do assunto. Ainda assim, as conversas seguem com foco em evitar impactos maiores para a indústria brasileira.

Os setores mais afetados incluem máquinas, químicos e alimentos processados, que podem sentir aumentos de custo e alterações de competitividade caso a tarifa entre em vigor. As avaliações sobre impactos econômicos permanecem em análise pelos órgãos brasileiros.

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