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Tarifa dos EUA ao Brasil pode afetar exportações, afirma Barral

Tarifa adicional de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros pode impactar exportações; consulta pública segue até julho, com possível acordo entre governos

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  • Estados Unidos propõe tarifa adicional de 25% sobre ampla gama de produtos brasileiros, o que pode impactar as exportações do Brasil.
  • A medida é preliminar e passará por consulta pública até julho; a decisão final deve sair até o fim do mês.
  • A lista de exceções já inclui itens como café, carne, alimentos, minerais e produtos para aeronaves, com possibilidade de novas exclusões.
  • O setor privado já se mobiliza para a consulta, mas especialistas afirmam que discutir o mérito agora tende a ter efeito limitado sobre a decisão.
  • Amitida para reduzir impactos pode passar por ampliar exceções com base no interesse do mercado americano, com eventual negociação bipartite entre Brasil e Estados Unidos.

Uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros pode impactar significativamente as exportações do Brasil, segundo Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior. A proposta é considerada preliminar e passa por consulta pública até julho.

Barral pondera que a investigação iniciada no fim do ano passado aponta para a aplicação de 25% contra produtos brasileiros, com uma lista de exceções já identificadas, como café, carne, minerais e componentes aeronáuticos. A decisão final deve sair até o fim de julho.

A mobilização do setor privado já começou, visando participação na consulta pública. No entanto, Barral alerta que discutir o mérito do relatório neste momento não deve mudar substancialmente o provável resultado, dada a natureza inicial do processo.

Para reduzir impactos, ele aponta a possibilidade de ampliar as exceções com base no interesse do mercado americano, incluindo itens necessários aos consumidores e à indústria dos EUA, sem substitutos locais. Essas exclusões seriam pontuais e dependentes de avaliação de mercado.

Segundo Barral, uma reversão mais ampla dependeria de negociação direta entre Brasil e Estados Unidos, envolvendo diferentes órgãos de ambos os governos, como Casa Branca, Departamento de Comércio e Itamaraty. A negociação ainda é considerada viável pelo especialista.

O espaço de transmissão do Mercado Aberto é diário, das 8h, no Canal UOL, com apresentação de Amanda Klein, destacando movimentos do mercado financeiro. A cobertura utiliza o formato de hard news, com foco em informar fatos verificáveis de forma objetiva.

Fontes: entrevista concedida a o Mercado Aberto/UOL.

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