- UNICA e Bioenergia Brasil respondem ao questionamento do USTR sobre o acesso do etanol norte‑amerciano ao mercado brasileiro, afirmando que a tarifa do Brasil segue as regras da Tarifa Externa Comum do Mercosul e não é uma medida específica contra os EUA.
- As entidades destacam que o aumento de tensões comerciais envolve o setor de biocombustíveis e ressaltam a busca por reciprocidade no comércio agrícola e energético entre os dois países.
- Segundo a nota, os EUA mantêm há décadas proteções ao açúcar com tarifas e cotas que limitam fortemente o acesso brasileiro, representando menos de 1% das exportações brasileiras do produto.
- O etanol brasileiro é apresentado como solução eficiente para descarbonizar a mobilidade, com baixos impactos de carbono e critérios auditáveis de sustentabilidade.
- As entidades defendem que divergências comerciais sejam tratadas por meio de diálogo diplomático e negociações bilaterais, mantendo os interesses estratégicos nacionais e a cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
A UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) e a Bioenergia Brasil reagiram aos questionamentos do USTR sobre o acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro. A reação foi divulgada nesta tarde, reforçando que a tarifa brasileira segue regras do Mercosul e não é uma medida específica contra os EUA.
As entidades destacam que a Tarifa Externa Comum do Mercosul é a base da cobrança e que o volume permitido de etanol importado não configura discriminação contra o produto norte‑americano. A nota ressalta ainda o papel estratégico do etanol brasileiro no balanço energético global.
Segundo as organizações, os EUA protegem o açúcar com tarifas e cotas há décadas, limitando o acesso do álcool brasileiro ao mercado americano. A importância do etanol brasileiro é realçada pela sua baixa intensidade de carbono e pela contribuição para reduzir emissões no transporte.
O etanol, apontam, ganha relevância internacional em meio à transição energética e à pressão por combustíveis renováveis. O movimento também ressalta critérios de sustentabilidade auditáveis e a sua participação na descarbonização da mobilidade.
As entidades defendem que divergências comerciais sejam resolvidas por meio de diálogo diplomático e negociações bilaterais. A relação Brasil-EUA é destacada como estratégica para o agronegócio e para a agenda energética.
O setor espera que o governo brasileiro conduza as negociações preservando interesses nacionais e evitando medidas que prejudiquem a cooperação em biocombustíveis. O tema volta a acender debates sobre barreiras no agro e na energia, em um contexto global de transição.
Contexto
- O episódio ocorre em meio a tensões comerciais entre Brasil e EUA.
- A discussão envolve acesso de etanol brasileiro e medidas de proteção ao açúcar nos EUA.
- O objetivo das entidades é manter o comércio estável e previsível, com foco em equilíbrio e sustentabilidade.
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