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Ameaça dos EUA pode ampliar desigualdade no Brasil, diz diretor da Amcham

Tarifa de 25% dos EUA pode deixar o Brasil em desigualdade com exportadores, elevando danos e prolongando negociações de trinta dias

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  • Ameaça de tarifa de vinte e cinco por cento dos Estados Unidos contra produtos brasileiros ainda está em fase preliminar, com espaço para negociação entre governos nos próximos trinta dias.
  • A Seção três zero um é apontada como ferramenta mais duradoura, o que pode agravar a desigualdade brasileira frente a outros exportadores se for aplicada.
  • O setor privado brasileiro atua nas conversas desde o ano passado, pois tarifas também atingiriam empresas americanas instaladas no Brasil; a expectativa é chegar a um acordo nesse intervalo de trinta dias.
  • O pior cenário é a aplicação da tarifa deixando o Brasil em desigualdade com demais países, o que desequilibraria a balança comercial.
  • A investigação norte-americana sobre trabalho forçado, que envolve oitenta e seis países, pode abrir caminho para novas tarifas com base de dez por cento, o que geraria apreensão sobre impactos adicionais para o Brasil.

A possibilidade de uma tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em investigação pela Seção 301, foi comentada por Fabrízio Panzini, diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Amcham, no programa Poder e Mercado. O tema está em estágio preliminar, com espaço para negociação entre Brasil e EUA.

Panzini ressaltou que a Seção 301 tende a provocar efeitos mais duradouros que outras tarifas. O cenário mais grave seria a aplicação do imposto de forma a colocar o Brasil em desvantagem frente a outros países exportadores, desbalanceando a balança comercial.

O diretor afirmou que o setor privado acompanha o tema desde o ano passado, já que tarifas também afetam empresas americanas instaladas no Brasil. As discussões com governos federal e americano devem seguir pelos próximos 30 dias, com a expectativa de acordo.

Impacto para o Brasil

A Amcham aponta que, se implementada, a tarifa pode gerar danos econômicos maiores ao aumentar a desigualdade entre exportadores. Em paralelo, o impacto também alcança companhias dos EUA que operam no Brasil, gerando efeitos indiretos.

Apesar da tensão, a organização mantém posição propositiva, defendendo diálogo entre as partes. O objetivo é evitar distorções na balança comercial e reduzir impactos negativos sobre a cadeia produtiva brasileira.

Investigação de trabalho forçado

Panzini comentou que a investigação estadunidense sobre trabalho forçado, abrangendo 86 países, pode ganhar força como instrumento regulatório. A norma poderia substituir parte do arcabouço atual e influenciar a base de 10% prevista pela medida de emergência.

A expectativa é de que esse componente se some àTarifa de 25%, ampliando a incerteza para o Brasil. Ainda não há definição sobre como o governo brasileiro lidará com o cenário nos próximos meses.

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