- A San Diego County Water Authority tem excedente de água graças a uma planta de dessalinização inaugurada há uma década.
- Um acordo de quarta-feira permite que Arizona e Nevada comprem parte desse direito de água do Colorado, sem transferência física de água.
- O acordo é o primeiro grande comércio de água entre estados que disputam o Colorado, em meio a severas escassezes hídricas.
- Ainda é preciso definir quanto San Diego pode ceder e quanto os compradores pagarão, com revisões legais e negociações em curso.
- Autoridades ressaltam a urgência do processo e a necessidade de avançar em até um ano para fortalecer a segurança hídrica no Sudoeste.
Acordo entre Arizona e Nevada prevê troca de água dessalinizada do Pacífico por água do Rio Colorado. A ação envolve a San Diego County Water Authority, que pode reservar parte de seu excedente para estados com graves escassezes. A water authority não enviaria água fisicamente, mas reduziria o uso do rio.
A decisão foi anunciada nesta quarta-feira e representa a primeira troca de água em larga escala entre estados que demandam água do mesmo curso. Autoridades destacam que o acordo pode ajudar o Oeste a enfrentar a redução de reservatórios e barragens que abastecem cerca de 40 milhões de pessoas.
A San Diego County Water Authority ganhou sobras após abrir a planta de dessalinização há cerca de uma década, em resposta a escassez local. O acordo ainda não define volumes exatos, nem os valores a serem pagos por Arizona e Nevada.
Segundo o Bureau of Reclamation, órgão federal que supervisiona recursos hídricos, o pacto precisa de ajustes legais e logísticos para operacionalizar o intercâmbio. Ainda será necessário revisar mais de um século de precedentes jurídicos.
Dan Denham, gerente geral da San Diego County Water Authority, afirmou que a janela de oportunidade é agora e que a hydrologia não pode esperar. Autoridades ressaltam que o processo envolve negociações técnicas e jurídicas extensas.
Scott Cameron, diretor interino do Bureau of Reclamation, destacou que o acordo representa potencial salto na segurança hídrica do Sudoeste e que o entendimento pode abrir caminho para mais acordos futuros, caso a escassez se agrave.
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