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Brasil enfrenta choques econômicos mais resistentes que pares, diz Galípolo

Brasil fica à frente de pares ante quatro choques globais, com diversificação de parceiros, matriz energética robusta e autossuficiência em commodities

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central brasileiro
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  • Galípolo destacou quatro grandes choques econômicos recentes: a pandemia de Covid‑19, o tarifaço nos EUA sob o governo de Donald Trump, a invasão da Ucrânia pela Rússia e o conflito no Irã.
  • Segundo ele, o Brasil ficou relativamente mais bem posicionado para enfrentar esses choques por características específicas da economia, como a diversificação de parceiros comerciais.
  • Mesmo com o temor de que a mudança de governo nos Estados Unidos reduzisse tarifas e desregulasse o mercado, o Brasil acabou ganhando vantagem nesse cenário.
  • A tensão no estreito de Hormuz elevou preocupações energéticas, mas o Brasil, exportando mais petróleo do que importa, foi considerado em posição privilegiada.
  • Entre as vantagens citadas estão a matriz energética diversificada, juros altos atraindo investimentos estrangeiros e autossuficiência em várias commodities; Galípolo participou remotamente do Fórum de Lisboa, o que acontece anualmente.

O presidente do Banco Central brasileiro, Galípolo, participou de modo remoto de uma plenária no Fórum de Lisboa nesta manhã. O tema foi a gestão de choques econômicos globais e o impacto no Brasil. O encontro é internacional e discute direito e atualidades.

Galípolo listou quatro grandes choques que marcaram os últimos anos: a pandemia de Covid-19, o tariff rate imposto por Donald Trump nos EUA, a invasão da Ucrânia pela Rússia e o conflito no Irã. O objetivo foi avaliar a resiliência da economia brasileira diante desses eventos.

Segundo Galípolo, o Brasil ficou relativamente mais protegido por características internas. Entre elas, a diversificação de parceiros comerciais e a autossuficiência em várias commodities são apontadas como vantagens. O uso de juros mais altos também foi citado como atrativo para investidores estrangeiros.

A autoridade destacou ainda a posição energética do Brasil, que exporta mais petróleo do que importa, como fator que reduz a exposição a crises relacionadas ao estreito de Hormuz. A matriz energética diversificada é apresentada como outro trunfo nacional em cenários de instabilidade.

O relato aponta que, mesmo com mudanças no cenário político externo, o Brasil demonstrou capacidade de enfrentar choques sem quedas abruptas. Galípolo argumentou que o país mantém fundamentos estáveis para atravessar volatilidades globais.

A jornalista viajou a convite da CNseg.

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