- A ANP informou que a produção de petróleo no Brasil em abril de 2026 foi de 20,7 milhões de m³, a maiorjá registrada para meses de abril.
- Em março, o país já tinha registrado um recorde de 20,9 milhões de m³; o crescimento de abril foi impulsionado pelo pré-sal.
- A produção total de petróleo e gás natural ficou em 5,640 milhões de boe/d em abril, com o pré-sal respondendo por 4,614 milhões de boe/d (81,8% do total).
- No campo de petróleo, a produção ficou em 3,568 milhões de barris por dia; o gás natural atingiu 166,4 milhões de m³/d, a partir de 189 poços.
- O governo mantém medidas para conter o preço dos combustíveis, com subsídios e isenções mantidos até julho, financiados pela recuperação de receitas extras com o aumento do petróleo.
O Brasil manteve uma produção de petróleo em patamar historicamente elevado em abril de 2026, segundo a ANP. O país registrou 20,7 milhões de m³ no mês, o maior volume já apurado para abril.
O volume de março, 20,9 milhões de m³, ficou à frente, configurando o recorde mensal. A alta foi puxada principalmente pela produção do pré-sal.
Segundo o relatório da ANP, a produção total de petróleo e gás natural ficou em 5,640 milhões de boe/d em abril. Desse total, o pré-sal respondeu por 4,614 milhões de boe/d (81,8%).
Somente em petróleo, a produção atingiu 3,568 milhões de barris/dia. Também foram extraídos 166,4 milhões de m³/d de gás natural a partir de 189 poços.
Contexto econômico e medidas do governo
Desde o início do conflito no Oriente Médio, o Brent subiu de menos de US$ 70 para acima de US$ 100 o barril, impactando preços de combustíveis e receitas de petróleo no país.
Entre as ações anunciadas pelo governo, destacam-se subsídios para diesel, suspensão de tributos federais sobre diesel e biodiesel, e subsídios ao gás de cozinha. Também houve apoio para a gasolina e isenção de tributos sobre o QAV.
As medidas tinham validade até maio e foram prorrogadas até julho. O governo afirma que o custo dessas ações será compensado pelo aumento de receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo.
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