- Credores com títulos de dívida corporativa no mercado brasileiro passaram a adotar postura mais firme para não aceitarem condições piores em planos de recuperação extrajudicial.
- Papéis como debêntures, certificado de recebível imobiliário (CRI) e certificado de recebível do agronegócio (CRA) estão aumentando o financiamento de empresas.
- Os planos de recuperação extrajudicial têm registrado volumes recordes nos últimos dois anos, em meio à crise de várias empresas e juros elevados.
- O mercado tem reagido de forma mais tempestiva, segundo Fabio Coelho, após casos emblemáticos.
Os credores que detêm títulos de dívida corporativa no mercado de capitais brasileiro têm se organizado para obter melhores condições em planos de recuperação extrajudicial, instrumento que arrefeceu o acesso a crédito em meio à crise de várias empresas. Entre os instrumentos usados estão debêntures, CRI e CRA.
A postura mais firme busca evitar que credores sejam arrastados para termos menos vantajosos no restructuring. O movimento ocorre em um contexto de elevadas taxas de juros e volumes recordes de recuperações extrajudiciais nos últimos dois anos.
Especialistas apontam que, após casos emblemáticos, o mercado passou a reagir de forma mais tempestiva, fortalecendo a negociação entre emissores, devedores e financiadores. A evolução tem sido observada em diferentes setores e estruturas de dívida.
Instrumentos e impactos no mercado
Papel de debêntures, CRI e CRA tem ganhado importância como fontes de financiamento para empresas em reestruturação. A ampliação dessas opções amplia a capacidade de captar recursos, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão por condições mais rígidas de recuperação.
Fontes do setor indicam que a tendência pode influenciar futuras renegociações, com maior clareza de prioridades para credores e mecanismos de proteção de seus créditos. O cenário permanece sujeito às condições macroeconômicas e à saúde de cada companhia envolvida.
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