- O endividamento das famílias com o sistema financeiro ficou em 49,8% em março, perto do recorde de 49,9% em fevereiro.
- O comprometimento da renda com dívidas atingiu 29,3% no período, e ficou em 27% ao excluir financiamentos habitacionais.
- O Comef alerta que juros restritivos somam-se a um patamar alto de endividamento, aumentando o peso das parcelas.
- A maior participação de linhas mais caras na composição da dívida pode manter a pressão sobre o orçamento familiar.
- O governo lançou o Desenrola Brasil, programa de renegociação que permite substituir dívidas caras por contratos com juros de até 1,99% ao mês.
O Banco Central divulgou a ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), que aponta endividamento e comprometimento de renda historicamente elevados no país. A necessidade de cautela no crédito volta a ganhar destaque.
O documento indica que juros ainda em patamar restritivo, somados a um volume elevado de dívidas, elevam o risco de inadimplência e exigem maior prudência das instituições financeiras na concessão de crédito.
A ata também destaca a piora na composição das dívidas das famílias, com maior participação de linhas mais caras que pressionam o orçamento mensal. O cenário reforça a preocupação com a qualidade da carteira de crédito.
Indicadores de endividamento
Dados recentes apontam endividamento das famílias com o sistema financeiro em 49,8% em março, próximo ao recorde de 49,9% em fevereiro. Excluindo crédito imobiliário, o índice fica em 31,4%.
O comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,3% no período, e, sem financiamentos habitacionais, fica em 27%. As informações ajudam a entender a pressão sobre o orçamento familiar.
Medidas em curso
Como resposta, o governo lançou o Desenrola Brasil, programa de renegociação que permite trocar dívidas caras por contratos com juros de até 1,99% ao mês. A iniciativa visa aliviar o custo do crédito para famílias.
Especialistas veem a medida como uma ferramenta para reduzir o peso das parcelas no orçamento, embora o impacto dependente da adesão e das condições de mercado. O BC continuará monitorando o cenário.
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