- A Equatorial venceu a privatização da Copasa e será investidora estratégica, assumindo controle de até 30% da companhia, com o governo de Minas mantendo veto em decisões estratégicas.
- O consórcio concorrente era formado por Itaúsa, Equipav, o fundo soberano de Cingapura (GIC) e participação simbólica da Aegea.
- O modelo da privatização segue o formato utilizado na Sabesp, com venda de participação relevante do estado para o investidor estratégico.
- As ações da Copasa subiram mais de 13% no último pregão, após as propostas serem apresentadas.
- O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais fixou o prazo até quarta-feira para analisar um pedido de medida cautelar que questiona a modelagem da privatização.
A Equatorial ganhou a disputa pela privatização da Copasa, a companhia de saneamento de Minas Gerais. A investidora estratégica ficará com participação relevante na empresa, conforme apuração de mercado.
A operação representa um movimento significativo no setor de infraestrutura, ampliando a atuação da Equatorial além do setor de energia. A Copasa deverá manter controle público em decisões estratégicas, com poderes de veto do governo mineiro.
As ações da Copasa tiveram alta superior a 13% no último pregão, após o anúncio. O certame foi conduzido pelo governo estadual para transferir o controle à iniciativa privada, mantendo o Estado como acionista majoritário.
Participantes da disputa
O embate envolveu a Equatorial e um consórcio formado por Itaúsa, Equipav, o fundo soberano de Cingapura (GIC) e participação simbólica da Aegea. Ambos apresentaram propostas para o posto de investidor de referência.
A modelagem do processo seguiu o modelo da Sabesp, com venda de participação relevante do Estado, hoje com 50,03% do capital. O objetivo é universalizar os serviços de água e esgoto com investimentos privados.
Questões regulatórias e prazos
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou que o prazo para avaliação de um pedido de medida cautelar fosse até esta quarta-feira. A medida questiona a modelagem da privatização.
A decisão envolve ainda diligências sobre governança, gestão de investimentos e o papel do investidor estratégico na Copasa. A aprovação final depende de avaliações técnicas e legais em curso.
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