- O governo do Equador formalizou na terça-feira, 23, a saída do Sistema Unitário de Compensação Regional de Pagamentos (Sucre), criado em 2009 para facilitar o comércio entre países aliados sem usar o dólar.
- A decisão, assinada pelo presidente Daniel Noboa e aprovada pela Assembleia Nacional, retira o Equador do mecanismo que já havia sido adotado no governo de Rafael Correa.
- Noboa, que representa a direita, afirma que a permanência no Sucre era custo sem utilidade prática para o país.
- A deputada governista Lucía Jaramillo disse que o sistema estava ligado a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e que não é utilizado desde 2019.
- Ela mencionou que o Equador tinha mais de US$ 2 milhões em um fundo mantido em um banco na Venezuela e questionou o destino desses recursos, além de ligar o Sucre ao empresário Alex Saab para lavagem de dinheiro.
O governo do Equador confirmou nesta terça-feira, 23, a saída do país do Sistema Unitário de Compensação Regional de Pagamentos (Sucre). A decisão foi tomada pelo presidente Daniel Noboa, após aprovação da Assembleia Nacional. O Sucre foi criado em 2009 por governos aliados da esquerda para facilitar o comércio entre membros sem usar o dólar.
Para Noboa e seus aliados, a permanência no Sucre passou a ser um custo sem utilidade prática. A deputada governista Lucía Jaramillo afirmou que o sistema estava ligado a suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, ressaltando que não é utilizado desde 2019.
Segundo Jaramillo, o Equador manteve mais de US$ 2 milhões num fundo em banco venezuelano e ainda não há respostas claras sobre o destino desses recursos. A parlamentar também citou o uso do Sucre pelo empresário colombiano Alex Saab, apontado como operador financeiro do regime de Nicolás Maduro, em operações de lavagem de dinheiro.
Contexto do Sucre
O Sucre foi criado em 2009 por países da região para viabilizar transações sem o dólar, facilitando o comércio entre Estados aliados. Entre os signatários originais estavam Cuba, Venezuela e Nicarágua, além de outras nações de esquerda.
O mecanismo nunca substituiu plenamente o uso de moedas fortes, e há registros de críticas sobre transparência e governança. A saída do Equador reduz o peso institucional do Sucre na região e pode influenciar futuras etapas de integração econômica entre os membros.
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