- O Vanguard S&P 500 ETF (VOO) atingiu US$ 1 trilhão em ativos no pregão de 3 de junho, tornando-se o primeiro fundo listado a ultrapassar esse patamar.
- O VOO quadruplicou de tamanho desde 2022 e, em fevereiro de 2025, superou o SPY, com as big techs representando mais de 35% da carteira.
- O patrimônio do VOO no ano já passa de US$ 60 bilhões, com IPOs de SpaceX e OpenAI potencialmente ampliando ainda mais a demanda.
- Globalmente, os ETFs somaram US$ 21,9 trilhões ao final de abril de 2025, em 83 meses consecutivos de captação líquida positiva.
- No Brasil, o VOO é mais de cinquenta vezes maior que toda a indústria de ETFs local; o patrimônio de ETFs subiu para R$ 91 bilhões em 2025, com 919 mil investidores, enquanto ETFs ativos ganham espaço com a JP Morgan.
O Vanguard S&P 500 ETF (VOO) atingiu a marca de US$ 1 trilhão em ativos, tornando-se o primeiro fundo listado a superar esse patamar. O marco ocorreu no pregão de quarta-feira, 3 de junho, impulsionado pela busca de investidores por exposição ao mercado dos EUA, especialmente no setor de inteligência artificial.
O ETF é um fundo passivo que replica o S&P 500, comprando as 500 maiores empresas americanas na mesma proporção do índice. Em 2025, o VOO abriu espaço para superar o SPY da State Street, ao quadruplicar seu tamanho desde 2022. As big techs representam hoje mais de 35% da carteira do VOO.
A ascensão ocorre em meio ao posicionamento de grandes empresas de tecnologia para IPOs de SpaceX, Anthropic e OpenAI, o que pode ampliar ainda mais a demanda por ETFs que acompanham o S&P 500. Analistas apontam que ETFs passivos ganham força frente à gestão ativa.
Globalmente, os ETFs somaram US$ 21,9 trilhões ao fim de abril de 2025, com 83 meses consecutivos de captação líquida positiva. O VOO sozinha captou mais de US$ 60 bilhões no acumulado de 2025, destacando-se pela liquidez e baixo custo.
No Brasil, o patrimônio total de ETFs cresceu 70% em 2025, alcançando aproximadamente R$ 91 bilhões, segundo a B3. Ainda assim, o mercado local responde por menos de 1% do total da indústria de fundos brasileira, com atuação mais forte em ETFs ativos.
No cenário doméstico, o interesse por ETFs ativos cresce, impulsionado pela demanda por crescimento de juros e maior gestão discricionária. A JP Morgan Asset Management aposta nessa tendência para o Brasil e para o exterior, visando ampliar participação de ativos com gestão ativa.
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