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EUA citam trabalho forçado para reativar tarifas de Trump sobre 60 países

EUA sugerem tarifas de até 12,5% para 60 parceiros, após investigação sobre trabalho forçado; validade depende de comentários públicos e revisão antes da implementação

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  • EUA propõem tarifas de pelo menos dez por cento sobre importações de sessenta parceiros comerciais, após investigação sobre uso de trabalho forçado na produção de mercadorias.
  • Tarifas seriam de dez por cento para Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido, entre outros, e de doze vírgula cinco por cento para China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça.
  • As tarifas não entram em vigor de imediato; há período de comentários públicos, até seis de julho, e audiências previstas a partir de sete de julho, sob a Seção Trinta e um da Lei de Comércio de 1974 (USTR).
  • A medida é parte de esforço para restabelecer tarifas do governo anterior de Donald Trump, consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte, com base em investigações de trabalho forçado.
  • O governo dos EUA indicou que há exceções e cotas para alguns setores, e que os impactos dependem de negociações e revisões durante o processo de consulta pública.

Os EUA propuseram tarifas adicionais sobre importações de 60 parceiros comerciais após investigação sobre o trabalho forçado na produção de mercadorias. As tarifas variam de 10% a 12,5% e dependem do cumprimento dos países com proibições ou aplicação efetiva dessas proibições. A iniciativa faz parte de uma retomada das tarifas defendida por Donald Trump.

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA, o objetivo é enfrentar práticas comerciais que favoreçam o uso de mão de obra forçada. Paí­ses que não impõem ou não aplicam tais proibições teriam tarifas mais elevadas, enquanto aqueles que já restringem o trabalho forçado receberiam tarifas menores.

As taxas de 10% alcançariam importações do Canadá, México, União Europeia, Taiwan e Reino Unido, entre outros. Já para economias como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça, a tarifa proposta seria de 12,5%.

A medida não entra em vigor de imediato. Há um período de comentários públicos e revisão antes da implementação, com prazo para envio de observações até 6 de julho. Audiências públicas estão previstas a partir de 7 de julho, conforme o aviso da Seção 301.

O estudo avaliou se as economias envolvidas realmente proíbem ou aplicam restrições à importação de bens produzidos com trabalho forçado. O relatório concluiu que nenhuma das 60 economias efetivamente proíbe a prática, o que fundamenta as novas tarifas, segundo o USTR.

A ação busca restabelecer as tarifas que o governo anterior havia imposto e que foram derrubadas pela Suprema Corte. A análise faz parte de uma série de investigações da Seção 301 sobre capacidades de fabricação e comércio, com desdobramentos ainda em avaliação.

Analistas destacam que a medida pode provocar respostas de parceiros, inclusive ajustes tarifários e barreiras não tarifárias. O governo americano vê a linha de frente como uma forma de nivelar condições de concorrência para trabalhadores locais.

Entre os itens destacados pelo USTR estão algodão usado na indústria têxtil, minerais para energia solar, peixe para óleo, farinha de peixe e óleo de palma. Os impactos esperados incluem efeitos sobre preços de energia e inflação global.

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