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EUA prevê safra recorde e alta nas exportações de café do Brasil

USDA projeta safra brasileira de café em 2026/27 em recorde de 71,9 milhões de sacas, com exportações crescendo 30% apesar de estoques baixos

Um funcionário trabalha em uma plantação de grãos de café robusta em São Gabriel da Palha, Estado do Espírito Santo, Brasil, em 23 de setembro de 2025. REUTERS/Alexandre Meneghini
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  • A safra brasileira de café deve crescer 14% em 2026/27, atingindo 71,9 milhões de sacas de 60 kg, segundo o USDA.
  • As exportações devem subir 30%, para cerca de 49 milhões de sacas no mesmo período, com maior oferta impulsionando as vendas externas.
  • A produção de arábica fica estimada em 47,5 milhões de sacas; canéfora (robusta e conilon) em 24,4 milhões de sacas.
  • Fatores como bienalidade positiva do arábica, clima favorável e investimentos após preços elevados ajudam a expectativa de maior produtividade. Chuvas na florada de 2025 e regime de água mais estável em 2026 também contribuem.
  • O consumo interno deve permanecer estável, em 22,39 milhões de sacas, com alta de cerca de 0,5% em relação ao ciclo anterior.

A safra de café do Brasil em 2026/27 deve subir 14%, chegando a 71,9 milhões de sacas de 60 kg, aponta relatório do USDA. O aumento deve impulsionar um crescimento de 30% nas exportações brasileiras, após anos de oferta abaixo do potencial.

O primeiro indicativo vem da produção de café arábica, estimada em 47,5 milhões de sacas. A canéfora (robusta e conilon) fica em 24,4 milhões. O USDA atribui o ganho à bienalidade positiva, clima favorável e investimentos após períodos de preços elevados.

As exportações brasileiras estão previstas em cerca de 49 milhões de sacas em 2026/27, ante 37,8 milhões no ciclo anterior. Estoques baixos, resultado de colheitas menores, freiam as vendas no início de 2026, mas há recuperação esperada a partir de meados do ano.

No mercado interno, o consumo deve permanecer estável, em torno de 22,39 milhões de sacas. A projeção representa leve alta de 0,5% frente ao ciclo anterior, refletindo recuperação gradual após pressões de preço ao consumidor.

Fatores-chave

  • Clima mais estável no início de 2026 favorece o desenvolvimento das lavouras.
  • Chuvas durante a florada de 2025 contribuíram para a produtividade.
  • Preços internacionais mais elevados incentivaram expansão da área plantada e uso de tecnologias.

Contexto internacional

  • O Brasil permanece como maior produtor e exportador mundial de café.
  • A previsão do USDA leva em conta a dinâmica global de demanda e oferta.
  • Analistas esperam que a colheita ganhe ritmo a partir de maio e se intensifique no segundo semestre.

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