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Governo avalia tarifas dos EUA contra o Brasil em até 37,5%

Brasil avalia aplicar tarifa combinada de até 37,5% sobre exportações aos EUA; governo pretende negociar investigações separadamente para reduzir impacto

A possibilidade de uma tarifa acumulada de 37,5% aumenta a preocupação de exportadores e da indústria brasileira.
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  • O governo brasileiro avalia tarifa total de até 37,5% sobre parte das exportações para os Estados Unidos, somando 25% já anunciados a mais 12,5% da segunda investigação.
  • A primeira decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendou tarifa de 25% por temas como comércio digital, Pix, propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
  • Em seguida, houve nova recomendação tarifária, em investigação que envolveu cerca de 60 economias, incluindo o Brasil por uso de trabalho forçado; a taxa é de 12,5%.
  • Governo brasileiro pretende negociar as investigações separadamente para buscar redução ou eliminação de uma delas; os Estados Unidos afirmaram interesse em manter as negociações abertas.
  • Audiências públicas estão previstas para julho; setores mais vulneráveis incluem máquinas e equipamentos, plástico, calçados, madeira, papel-cartão, ferro fundido e pescado; a sobretaxa pode impactar parte das exportações brasileiras.

O governo brasileiro avalia a possibilidade de aplicação de tarifas adicionais sobre exportações para os Estados Unidos. A hipótese envolve uma tarifa total de até 37,5% para parte dos produtos brasileiros, caso duas medidas se acumulassem após investigações em curso.

A primeira ação, de 25%, foi recomendada pelo USTR como resposta a temas como comércio digital, Pix, propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O Brasil teme impacto sobre suas exportações.

A segunda recomendação, de 12,5%, chegou em menos de 24 horas e envolve cerca de 60 economias; o Brasil integrou o grupo com a alíquota mais alta. As investigações são independentes, o que permite aplicação simultânea caso avancem.

O que mudou e quem está envolvido

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Fazenda e o Itamaraty acompanham as discussões. O ministro Mauro Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, discutiram o tema à margem de encontro da OCDE, na França. Os EUA indicaram abertura para negociações; o Brasil defendeu intensificar o diálogo para evitar as medidas.

Próximos passos e participação pública

Brasília pretende negociar as duas investigações separadamente, buscando reduzir ou eliminar uma delas nas próximas etapas. Antes de qualquer decisão final, consultas públicas ocorrerão nos EUA, com audiências previstas para julho sobre o Brasil e sobre o trabalho forçado. A audiência brasileira está programada para julho.

Impactos setoriais e perspectivas

Estimativas do MDIC apontam que a tarifa de 25% pode afetar cerca de 21% das exportações ao mercado americano. Setores vulneráveis incluem máquinas, equipamentos industriais, plásticos, calçados, madeira, papel-cartão, ferro fundido, peixe e crustáceos. As autoridades brasileiras buscam manter canais diplomáticos abertos.

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