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Ibovespa recua 2,22% com aperto externo e alta do dólar

Mercados externos derrubam ações brasileiras; dólar avança e juros futuros sobem, ampliando o ajuste do Ibovespa

Foto: Divulgação B3
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  • Ibovespa caiu 2,22%, fechando aos 170.330,63 pontos, com volume de R$ 28,5 bilhões.
  • O movimento foi puxado pela aversão ao risco no exterior e por vendas em ações ligadas ao consumo doméstico.
  • O dólar comercial subiu 1,15%, para R$ 5,067, e o índice DXY avançou 0,31%.
  • Dados americanos de emprego ajudaram a sustentar o dólar e mantiveram o ambiente de cautela global.
  • Varejo e educação lideraram as perdas no Ibovespa, enquanto algumas exportadoras fecharam em alta, como BEEF3, BRAV3, SUZB3 e RAIZ4.

O Ibovespa caiu 2,22% nesta quarta-feira, fechando aos 170.330,63 pontos, frente a sessão anterior. O índice oscilou entre 174.192,05 e 170.008,50 pontos, com volume financeiro de 28,5 bilhões de reais, sinalizando um ajuste relevante nos ativos locais. A pressão veio da aversão global ao risco e de vendas em ações de consumo doméstico.

Cenário externo pressiona mercados

Os negócios internacionais mostraram cautela, com bolsas europeias em queda e dúvidas sobre acordos de paz no Oriente Médio. Em Wall Street, Dow Jones caiu 1,06%, S&P 500 recuou 0,74% e Nasdaq caiu 0,89%. O petróleo subiu em meio a tensões entre EUA e Irã, intensificando preocupações inflacionárias.

Dólar sobe ante o real

O dólar comercial fechou em alta de 1,15%, a 5,067 reais na venda. O dólar index (DXY) avançou 0,31%, para 99,53 pontos. Dados de emprego nos Estados Unidos mostraram criação de 122 mil vagas no setor privado, fortalecendo a percepção de manter juros elevados por mais tempo.

Cenário doméstico e efeitos na curva de juros

Dados de atividade brasileira apresentaram sinais mistos: produção industrial cresceu 0,7% em abril, o que favorece a atividade, enquanto o setor de serviços ficou próximo da estabilidade em maio. A XP revisou suas projeções, elevando a Selic para 14% e a inflação esperada para 5,3% em 2026.

Setores de varejo e educação recuam

A piora ficou com ações ligadas ao consumo doméstico. Varejo de vestuário registrou fortes quedas, com AZZA3, RIAA3, CEAB3 e LREN3 em baixa. No setor educacional, as perdas atingiram VTRU3, SEER3 e ANIM3, entre outros papéis. Entre as maiores perdas, HAPV3, AZZA3 e CSAN3 lideraram o dia.

Atração de ativos exportadores ajuda alguns pregões

Entre as altas, destacaram-se ações exportadoras como BEEF3, BRAV3 e SUZB3. Nas small caps, RAIZ4 avançou 5,26%. O analista aponta que a força do dólar ajuda a sustentar essas companhias com exposição externa, refletindo o cenário de juros altos no exterior.

Perspectivas e leituras

Especialistas apontam que a inflação global pode permanecer pressionada pela oferta de energia, o que sustenta a percepção de juros elevados por mais tempo. O movimento externo, aliado a ruídos políticos locais, reforça o viés de volatilidade no curto prazo para o Ibovespa.

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