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Importação direta da China traz vantagens para empresas

Cresce a importação direta da China por PMEs, comprimindo margens de distribuidores e abrindo espaço para produtos com marca própria e maior agilidade

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  • A China foi o maior parceiro comercial do Brasil em 2025, com 25,3% das importações.
  • O valor importado da China atingiu US$ 70,9 bilhões em 2025, 11,5% acima de 2024.
  • A indústria de transformação respondeu por 99,6% das compras vindas da China no ano.
  • Pequenas e médias empresas passaram a importar diretamente de fabricantes chineses, impulsionadas por e-commerce, volatilidade do dólar e digitalização.
  • Setores como utilidades domésticas, EPIs, saúde, moda, indústria têxtil, construção, autopeças, cosméticos e eletrônicos lideram essa tendência; a Global RPX criou o Raio X da Importação para mapear custos e benefícios.

Nos últimos anos, empresas brasileiras passaram a importar diretamente de fabricantes chineses, sem intermediários, impulsionadas por internet e mudanças de mercado. A China manteve-se como principal parceiro comercial do Brasil, com US$ 70,9 bilhões importados em 2025, alta de 11,5% frente a 2024, segundo o CEBC.

A participação chinesa nas importações brasileiras foi de 25,3% em 2025, à frente de EUA, Alemanha e Argentina. A indústria de transformação respondeu por 99,6% das compras vindas da China. Dados mostram que setores de utilidades, EPIs, saúde, moda e construção aceleraram a adesão direta a fornecedores chineses.

Mudança de comportamento e motivações

Rodrigo Lopes, CEO da Global RPX, afirma que empresas de médio porte mudaram de postura e passaram a negociar diretamente com fabricantes, antes visto como complexo. O e-commerce, a volatilidade do câmbio e a digitalização facilitaram esse acesso.

A prática reduz margens e custos, eliminando camadas de distribuidores. Segundo Lopes, a diferença de preço pode chegar a 40% ou mais, além do ganho de controle sobre especificações, inovação e timing de entrega. A diferença financeira é maior em mercados competitivos.

Benefícios observados e exemplos de segmentos

Ele cita eletrônicos de consumo, autopeças e cosméticos com marca própria como exemplos de ganho de diferenciação ao desenvolver produtos na origem. O acesso direto permite testes de lotes menores, ajustes rápidos e resposta mais ágil a tendências de mercado.

Para ajudar empresas a entenderem o impacto, a Global RPX criou o Raio X da Importação, um diagnóstico que mapeia operações e calcula o custo real de importar diretamente. O objetivo é evidenciar o potencial de economia de cada cadeia.

Perspectivas para o futuro

Lopes acredita que a prática se tornará mais comum no Brasil diante de margens comprimidas, câmbio volátil e consumidores informados. O intermediário ainda terá espaço, desde que agregue valor real. O anúncio reforça a tendência de marcas próprias com produção na origem.

Fonte principal: relatório do CEBC com dados de 2025. Para mais informações, a Global RPX disponibiliza conteúdos sobre o tema.

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