- O Brent para agosto avançava 2,45%, a US$ 98,35 por barril, e o WTI para julho subia 2,71%, a US$ 96,30, por volta das 9h30 (horário de Brasília), marcando o terceiro pregão seguido de valorização.
- O movimento sinaliza recuo nas apostas de uma solução rápida para o conflito entre Estados Unidos e Irã, após nova rodada de ataques entre as partes.
- O acordo diplomático perdeu força e acende novamente o temor sobre o Estreito de Ormuz, rota que concentra aproximadamente um quinto do petróleo consumido mundialmente.
- Investidores seguem atentos a riscos de interrupção na navegação, que pode mexer rapidamente na oferta global e pressionar os preços.
- Em relação à inflação, analistas citam que a alta da energia pode complicar a desaceleração dos preços, com impactos esperados para políticas monetárias, como as do Federal Reserve.
O petróleo voltou a subir nesta quarta-feira, com o Brent perto de US$ 100 o barril e o WTI acima de US$ 96. Isso ocorreu em meio a um impasse diplomático entre EUA e Irã e a riscos elevados no Estreito de Ormuz. O movimento acompanha novas ações militares entre as partes e a falta de avanço nas negociações.
Às 9h30 (horário de Brasília), o Brent para agosto avançava 2,45%, a US$ 98,35 por barril, enquanto o WTI para julho subia 2,71%, a US$ 96,30. A tríade de pregões de alta sinaliza recuperação da volatilidade após a fase de queda observada na semana anterior.
A região do Oriente Médio continua no centro das atenções dos mercados, com o Estreito de Ormuz sendo apontado como chave para o fluxo global de petróleo. Qualquer interrupção na passagem de navios pode provocar rápidas oscilações de preço.
Ormuz no centro do debate
O estreito, caminho por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido mundialmente, mantém a incerteza sobre a oferta global. Investidores acompanham movimentações militares e declarações iranianas sobre posições inegociáveis, incluindo controle sobre a região e questões nucleares.
Mesmo sem interrupções efetivas no fluxo, a ameaça de novos conflitos aumenta a volatilidade dos contratos futuros e rende avaliações de risco para produtores e consumidores. O momento também reacende a vigilância sobre a capacidade de suprimento global.
Inflação e política monetária sob pressão
A recuperação do petróleo reacende preocupações com inflação, já que custos de energia pesam sobre preços ao consumidor. Nos EUA, o mercado aguarda o Livro Bege do Fed e indicadores de emprego e atividade econômica para calibrar perspectivas de juros.
Autoridades sinalizam vulnerabilidade a choques energéticos, mesmo com a posição dos EUA entre os maiores produtores. Na Europa, o BCE reforçou que a guerra no Oriente Médio é risco simultâneo para inflação e crescimento se houver novas interrupções logísticas.
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