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Raízen avança venda de operação na Argentina por cerca de R$ 7 bilhões

Raízen avança venda de operações na Argentina por cerca de R$ 7 bilhões para consórcio liderado pela Mercuria, com conclusão em até três meses

Foto: Divulgação
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  • Raízen está perto de vender suas operações na Argentina por cerca de R$ sete bilhões, a um consórcio liderado pela Mercuria Energy Group; assinatura pode ocorrer nos próximos dias e conclusão é esperada em até três meses.
  • A operação envolve uma refinaria, uma fábrica de lubrificantes e a rede de postos Shell na Argentina; ativos foram adquiridos em dois mil e dezoito por aproximadamente US$ 950 milhões.
  • O consórcio inclui o empresário argentino José Luis Manzano; o processo começou há um ano e meio e atraiu interesse de grandes grupos globais como Trafigura, Vitol e Saudi Aramco.
  • Se fechada, será o maior desinvestimento da Raízen até hoje; desde o começo de dois mil e vinte e cinco, a empresa já levantou cerca de R$ cinco bilhões com venda de ativos.
  • A venda ocorre no contexto de reestruturação financeira, com dívida líquida equivalente a cinco vírgula três vezes o Ebitda em março de dois mil e vinte e seis; Shell teria aporte mínimo de R$ três bilhões e meio no plano de recuperação.

A Raízen (RAIZ4) está próxima de vender suas operações na Argentina por cerca de R$ 7 bilhões a um consórcio liderado pela trading suíça Mercuria Energy Group. Segundo o Valor Econômico, as negociações avançaram e a assinatura pode ocorrer nos próximos dias, com conclusão em até três meses.

A venda faz parte da estratégia de reestruturação da Raízen para fortalecer o caixa e reduzir o endividamento. O negócio envolve ativos como uma refinaria, uma fábrica de lubrificantes e uma rede de postos Shell no país.

O processo teve início há cerca de 18 meses e atraiu interesse de grandes grupos globais de energia e commodities, incluindo Trafigura, Vitol e Saudi Aramco, conforme o veículo.

Participantes da operação

O empresário argentino José Luis Manzano integra o grupo comprador, junto à Mercuria. A transação representa o maior desinvestimento já realizado pela Raízen até hoje, segundo o jornal.

Desde o começo de 2025, a Raízen já levantou aproximadamente R$ 5 bilhões com a venda de ativos, como participações em usinas e projetos de geração distribuída.

Contexto financeiro e planos de recuperação

Em março de 2026, a dívida líquida da Raízen equivalia a 5,3 vezes o Ebitda, indicador de geração de caixa. A empresa negocia uma reestruturação de cerca de R$ 65 bilhões em passivos por meio de recuperação extrajudicial.

O plano inclui um aporte mínimo de R$ 3,5 bilhões da Shell, com possibilidade de R$ 500 milhões adicionais de um veículo ligado à Aguassanta Investimentos. O acordo prevê conversão de 45% da dívida em ações e alongamento dos vencimentos dos 55% restantes.

Assessores e posicionamento

BTG Pactual atua como assessor financeiro da Raízen na negociação argentina, enquanto o UBS representa a Mercuria. A Raízen informou à imprensa que não comenta rumores ou negociações em andamento.

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