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Setor calçadista teme tarifa de 25% proposta pelos EUA

Tarifa adicional de 25% proposta pelo USTR gera insegurança no setor calçadista brasileiro, que teme impacto na recuperação das exportações aos EUA durante a consulta pública.

Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de calçados; na imagem, loja de sapatos
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  • O Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos recomendou aplicar tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, medida ainda preliminar e sujeita a consulta pública.
  • A Abicalçados diz que a proposta aumenta a insegurança para exportadores brasileiros e importadores norte-americanos e pode frear a recuperação das exportações.
  • O setor lembra que os EUA são o principal destino dos calçados produzidos no Brasil.
  • Dados indicam recuperação recente: em abril, foram exportados 842,9 mil pares para os EUA, gerando US$ 14,72 milhões, taxas de +40,5% em volume e +16,5% em receita frente a abril de 2025; no 1º quadrimestre, foram 3,8 milhões de pares e US$ 54,5 milhões, variação de +7,8% em volume e -18,9% em receita frente ao mesmo período de 2025.
  • A consulta pública vai até 1º de julho, e, se confirmada, a medida pode entrar em vigor em 15 de julho; a Abicalçados acompanha as discussões e defende atuação conjunta governo-setor privado.

A proposta do USTR para cobrar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu o alerta na indústria de calçados. A medida ainda está em estágio preliminar e será aberta a consulta pública antes de qualquer eventual entrada em vigor.

A Abicalçados afirma que o movimento aumenta a insegurança para exportadores e importadores, podendo atrasar a recuperação já observada nas exportações para os Estados Unidos, principal destino do setor. A entidade divulgou uma nota explicando o cenário.

A recomendação ocorre num momento de recuperação das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado, em fevereiro de 2026, o tarifaço anterior de 50%.

Para Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados, a tarifa adicional pode criar desvantagem competitiva para os calçados brasileiros e favorecer concorrentes de outros países, especialmente da Ásia.

No desempenho recente, o mês de abril registrou 842,9 mil pares enviados aos EUA, com receita de US$ 14,72 milhões, ante abril de 2025. Houve alta de 40,5% em volume e 16,5% em receita.

No acumulado do 1º quadrimestre, as exportações somaram 3,8 milhões de pares, alta de 7,8%, e receita de US$ 54,5 milhões, mas houve queda de 18,9% frente ao mesmo período de 2025.

O USTR mantém a consulta pública até 1º de julho, prazo em que empresas, entidades e governos podem apresentar argumentos técnicos. A Abicalçados acompanhará as discussões e defende atuação conjunta entre governo e setor privado.

A entidade informou que, se a medida avançar, há expectativa de possível entrada em vigor em 15 de julho, sujeita a aprovação final após a consulta. A notícia gera atento monitoramento do setor calçadista brasileiro.

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