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Setor de serviços dos EUA se recupera em maio, aponta ISM

ISM aponta recuperação do setor de serviços dos EUA em maio, com PMI não manufatureiro em 54,5 e aumento de novos pedidos diante de pressões de preço

Restaurante na Grand Central Station em Nova York em 18 de dezembro de 2025
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  • O índice de gerentes de compras do setor de serviços dos EUA (PMI não manufatureiro) ficou em 54,5 em maio, subindo de 53,6 em abril.
  • Economistas esperavam leitura de 53,8 para o mês.
  • As novas encomendas cresceram, passando de 53,5 para 57,3, e o índice de estoques do setor elevou-se para 62,5.
  • Os estoques das empresas caem há quatro trimestres seguidos, o período mais longo desde a Grande Recessão.
  • Os preços pagos pelos insumos subiram para 71,3, sinalizando que o choque de preços do petróleo pode seguir impactando o setor de serviços; o mercado espera que a taxa de juros dos EUA permaneça entre 3,50% e 3,75% até o próximo ano.

O setor de serviços dos EUA acelerou em maio, conforme o ISM. O índice de gerentes de compras não manufatureiro subiu para 54,5, ante 53,6 em abril. A leitura confirma expansão do setor, que representa mais de dois terços da atividade econômica.

Segundo o ISM, o objetivo foi atender a demanda antes de dificuldades de abastecimento e pressões de preço. As empresas mantêm estoques e ampliam encomendas para evitar impactos da guerra no Oriente Médio.

O PMI de serviços de maio também mostrou alta em novos pedidos, que passaram de 53,5 para 57,3. O indicador de estoques do setor subiu para 62,5, ajudando a sustentar o desempenho no curto prazo.

A produção de insumos apresentou reajuste, com o índice de preços pagos subindo para 71,3, ante 70,7 em abril. O aumento sinaliza continuidade de pressões inflacionárias associadas a choques de petróleo e energia.

Perspectivas e impacto

Os dados fortalecem a leitura de inflação persistente no curto prazo. Autoridades e mercados monitoram como esse cenário influencia a política monetária nos EUA.

Mercados financeiros já esperam que o Federal Reserve mantenha a taxa entre 3,50% e 3,75% até o próximo ano, refletindo a avaliação de moderar reajustes frente aos sinais de demanda.

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