- A Amcham Brasil afirma que tarifas adicionais impostas pelos EUA podem acumular até 37,5% para certos produtos brasileiros, elevando o custo de acesso ao mercado norte‑americano.
- O cálculo considera tarifas da investigação da Seção 301 para o Brasil e um relatório do Representante de Comércio dos EUA sobre trabalho forçado envolvendo cerca de sessenta países.
- Nesse segundo caso, a recomendação é aplicar tarifas adicionais de 10% e 12,5% sobre produtos originários desses mercados.
- O Brasil está no grupo com a alíquota mais elevada, o que torna essencial avançar em uma solução negociada para evitar desvantagem em relação aos principais concorrentes, especialmente em produtos industriais.
- A Amcham Brasil continuará apoiando o diálogo entre os governos e iniciativas para fortalecer a parceria econômica bilateral.
Determinados produtos brasileiros podem ficar sujeitos a tarifas adicionais acumuladas de até 37,5% impostas pelo governo dos EUA, elevando o custo de acesso ao mercado norte-americano. A avaliação é da Amcham Brasil, que em nota aponta o Brasil entre os países com maior tarifação para exportar aos Estados Unidos.
A estimativa soma tarifas da investigação da Seção 301, anunciada em 1º de junho, com um relatório do USTR sobre trabalho forçado envolvendo cerca de 60 países. No documento do USTR, as tarifas adicionais aparecem com dois níveis de taxação: 10% e 12,5%.
O Brasil fica no grupo com a alíquota mais elevada, segundo a Amcham. A entidade afirma que é crucial avançar em uma solução negociada da Seção 301 envolvendo o Brasil, para evitar condições de acesso menos favoráveis que as de concorrentes nos EUA, especialmente para produtos industriais.
Panorama das tarifas
A Amcham Brasil reforça a importância do diálogo entre Brasil e Estados Unidos. A entidade continuará acompanhando as ações administrativas e sustentando iniciativas que fortaleçam a parceria econômica bilateral.
A organização ressalta ainda a relevância de encontrar caminhos que mitiguem o impacto sobre as exportações brasileiras. A nota não detalha medidas específicas, mas enfatiza a necessidade de negociação para reduzir barreiras.
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