- O UBS BB reduziu a recomendação da MRV de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 12 para R$ 7; ações caíram cerca de 4,72%, a R$ 5,65.
- A justificativa envolve cenário macroeconômico mais desafiador no Brasil, com juros mais altos por mais tempo e menor visibilidade sobre a inflação.
- O banco cortou as projeções de lucro da unidade brasileira em 2026 em 34% e em 2027 em 31%.
- Para evitar o rompimento dos covenants, a MRV deverá vender volume expressivo de recebíveis: R$ 2,1 bilhões em 2026 e R$ 1,8 bilhão em 2027.
- A visão sobre a operação nos Estados Unidos segue fraca, com possibilidade de impairments (baixas contábeis) de até US$ 140 milhões para a Resia, podendo chegar a US$ 50 milhões ainda em 2026; o lucro líquido consolidado projetado é de R$ 305 milhões em 2026 e R$ 779 milhões em 2027.
O UBS BB reduziu a recomendação de MRV (MRVE3) de compra para neutra e rebaixou o preço-alvo de R$ 12 para R$ 7. As ações caíam cerca de 4,72% por volta das 12h20, negociadas a R$ 5,65. A notícia impactou o humor do Ibovespa, com a empresa entre as maiores quedas do índice.
A justificativa do banco envolve cenário macroeconômico mais desafiador para o Brasil, com juros elevados por mais tempo e menor visibilidade sobre a inflação. O ajuste também afetou as projeções de lucro da operação brasileira da MRV, com queda esperada de 34% em 2026 e 31% em 2027.
Perspectivas financeiras e impactos operacionais
Para evitar o rompimento de covenants, a MRV pode ampliar a venda de recebíveis, estimada em R$ 2,1 bilhões em 2026 e R$ 1,8 bilhão em 2027, pressionando a rentabilidade. A avaliação também aponta fragilidade da operação nos EUA, com prejuízos contínuos e visibilidade limitada de recuperação.
Os analistas passaram a considerar novas baixas contábeis moderadas, que podem chegar a US$ 140 milhões para a Resia, com parte potencialmente reconhecida já em 2026. Tais fatores influenciam as estimativas de lucro líquido da MRV, que devem ficar em R$ 305 milhões em 2026 e R$ 779 milhões em 2027, excluindo impairments.
Conteúdo originalmente publicado no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
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