Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ainda há quem acredite que a crise do petróleo será grave

Após cem dias de conflito, OCDE e instituições alertam sobre queda de estoques de petróleo e risco de desaceleração global e inflação elevada

Vinicius Torres Freire
0:00
Carregando...
0:00
  • Cem dias se passaram desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, período em que o impacto econômico ganhou menos destaque no noticiário.
  • A OCDE estima que, se o conflito perdurar até o fim do ano, o crescimento da economia mundial ficaria em 2,1%, frente a 2,8% previsto para 2026, caso a produção no Golfo se recupere e o tráfego pelo estreito de Ormuz normalize.
  • FMI, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e Agência Internacional de Energia alertam que os estoques de petróleo caem rápido, com impactos maiores no verão e no consumo nos países ricos; há crise alimentar em nações pobres.
  • Fatih Birol, da Agência Internacional de Energia, comentou que a guerra pode ter causado a maior interrupção de fornecimento já registrada no mercado global de petróleo.
  • O preço do barril (na época) estava cerca de 25% acima da média de fevereiro, refletindo um choque de oferta que reduz o suprimento mundial, incluindo impactos sobre inflação e juros.

Na segunda-feira completam-se cem dias desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Grandes negociantes de petróleo alertam para queda de estoques e risco de escassez caso o estreito de Ormuz permaneça fechado. O tema ganhou atenção inicial, mas tem sido pouco discutido em governos e economistas.

A OCDE projetou um cenário sombrio: se o conflito persistir até o fim do ano, o crescimento global ficaria em 2,1%, o menor desde as crises de 2009 ou 2020. Já para 2026, a organização estima 2,8% de expansão, com recuperação de produção no Golfo e Ormuz normalizado.

FMI, Banco Mundial, OMC e Agência Internacional de Energia, em comunicado conjunto, destacaram queda rápida dos estoques de petróleo. O alerta aponta para maior impacto no verão e no consumo dos países ricos; na África e na Ásia, a situação já se mostra delicada, com risco de crise alimentar.

A declaração de Fatih Birol, da IEA, em março, indicou que a guerra poderia gerar a maior interrupção de fornecimento já observada no mercado global de petróleo. O choque se demonstra mesmo sem evidências de abalo econômico imediato.

Mercados financeiros dos EUA reagiram de forma contida, com expectativa de que a situação possa se ajustar. Analistas apontam que o aperto não impede o crescimento do PIB, ainda que haja inflação e juros moderados. O debate envolve ganhos com IA e ações de tecnologia.

O impacto de oferta é relevante: estima-se que 13% do petróleo diário ficou vulnerável pela suspensão do Golfo. Em março, o barril já estava cerca de 25% acima da média de fevereiro. O efeito inflacionário global persiste, com efeitos indiretos no Brasil.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais