- Cem dias se passaram desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, período em que o impacto econômico ganhou menos destaque no noticiário.
- A OCDE estima que, se o conflito perdurar até o fim do ano, o crescimento da economia mundial ficaria em 2,1%, frente a 2,8% previsto para 2026, caso a produção no Golfo se recupere e o tráfego pelo estreito de Ormuz normalize.
- FMI, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e Agência Internacional de Energia alertam que os estoques de petróleo caem rápido, com impactos maiores no verão e no consumo nos países ricos; há crise alimentar em nações pobres.
- Fatih Birol, da Agência Internacional de Energia, comentou que a guerra pode ter causado a maior interrupção de fornecimento já registrada no mercado global de petróleo.
- O preço do barril (na época) estava cerca de 25% acima da média de fevereiro, refletindo um choque de oferta que reduz o suprimento mundial, incluindo impactos sobre inflação e juros.
Na segunda-feira completam-se cem dias desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Grandes negociantes de petróleo alertam para queda de estoques e risco de escassez caso o estreito de Ormuz permaneça fechado. O tema ganhou atenção inicial, mas tem sido pouco discutido em governos e economistas.
A OCDE projetou um cenário sombrio: se o conflito persistir até o fim do ano, o crescimento global ficaria em 2,1%, o menor desde as crises de 2009 ou 2020. Já para 2026, a organização estima 2,8% de expansão, com recuperação de produção no Golfo e Ormuz normalizado.
FMI, Banco Mundial, OMC e Agência Internacional de Energia, em comunicado conjunto, destacaram queda rápida dos estoques de petróleo. O alerta aponta para maior impacto no verão e no consumo dos países ricos; na África e na Ásia, a situação já se mostra delicada, com risco de crise alimentar.
A declaração de Fatih Birol, da IEA, em março, indicou que a guerra poderia gerar a maior interrupção de fornecimento já observada no mercado global de petróleo. O choque se demonstra mesmo sem evidências de abalo econômico imediato.
Mercados financeiros dos EUA reagiram de forma contida, com expectativa de que a situação possa se ajustar. Analistas apontam que o aperto não impede o crescimento do PIB, ainda que haja inflação e juros moderados. O debate envolve ganhos com IA e ações de tecnologia.
O impacto de oferta é relevante: estima-se que 13% do petróleo diário ficou vulnerável pela suspensão do Golfo. Em março, o barril já estava cerca de 25% acima da média de fevereiro. O efeito inflacionário global persiste, com efeitos indiretos no Brasil.
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