- A Equatorial Energia venceu o leilão da Copasa e pode investir até R$ 7,95 bilhões para controlar a empresa, com oferta de R$ 49,03 por ação.
- A operação coloca a Equatorial, que já é concessionária da Sabesp, como controladora das duas maiores empresas de saneamento do Brasil.
- A Copasa deve chegar a um valor próximo de R$ 8 bilhões; Minas Gerais fica com 5% da companhia e uma golden share para veto em temas sensíveis.
- A Sabesp fatura mais de R$ 25 bilhões por ano; a Copasa teve receita de R$ 7,4 bilhões em 2025 e lucro de R$ 1,4 bilhão. A Equatorial contabiliza ganhos via equivalência patrimonial.
- A Aegea Saneamento desistiu de participar do leilão após pressão de balanço, e a parceria entre Equatorial e Sabesp acabou não ocorrendo; a União de consórcios não seguiu adiante.
A Equatorial Energia confirmou a aquisição da Copasa, Companhia de Saneamento de Minas Gerais, em operação que pode chegar a quase 8 bilhões de reais. A transação coloca a Equatorial como controladora das duas maiores empresas de saneamento do país, já que a Sabesp também é participação da holding. A operação foi anunciada na noite de quarta-feira, 3 de junho, após acordo entre as partes. O leilão reestruturado ocorreu em Minas Gerais, com a desestatização apoiada pelo governo e pela Assembleia Legislativa.
A Equatorial já controla a Sabesp por meio de participação na gestora de investimentos da empresa. A companhia mineira tem receita consolidada significativa e registrou lucro de bilhões de reais em 2025. A Sabesp, por sua vez, fatura mais de 25 bilhões ao ano, fortalecendo a base de ganhos da Equatorial por meio de participação acionária.
A gestão da Equatorial é liderada pelo CEO Augusto Miranda da Paz Junior e pelo presidente do conselho, Eduardo Parente Menezes, ambos com extensa experiência no setor. A estrutura acionária revela importância de fundos nacionais e estrangeiros, como Opportunity, BlackRock, GIC e Squadra.
A Copasa divulgou números de 2025 com receita de 7,4 bilhões e lucro de 1,4 bilhão. A estatal mineira foi criada na década de 1960 para centralizar serviços de água e esgoto em municípios mineiros. O processo de desestatização foi autorizado ao fim de 2025 pela Assembleia de Minas.
Inicialmente, o pacote de venda não atingiu o preço mínimo definido pelo governo mineiro, levando ao relançamento com nova faixa de preços. A Aegea Saneamento chegou a ser favorita, formando consórcio com Itaúsa, Equipav e GIC, mas recuou diante de dificuldades financeiras e ajustes contábeis.
Mesmo sem o apoio da Sabesp, a Equatorial decidiu disputar o certame sozinha, por meio da subsidiária Gerais Saneamento S.A. Em 3 de junho, a empresa foi declarada vencedora única, oferecendo 49,03 reais por ação. O investimento total para assegurar a posição ficou estimado em 7,95 bilhões de reais, incluindo ações adicionais.
Com o acordo, Minas Gerais mantém 5% da Copasa e uma golden share para temas sensíveis, assegurando veto em decisões estratégicas. A decisão encerra-se com a entrada da Equatorial como controladora das maiores empresas de saneamento do Brasil.
Entre na conversa da comunidade