- A porta-voz Zhang Han, do Gabinete de Assuntos de Taiwan, disse que o governo taiwanês é cúmplice de ações infratoras do Japão e das Filipinas que prejudicam a soberania chinesa.
- Segundo Pequim, Taiwan entrega áreas de soberania aos dois países ao negociar zonas econômicas exclusivas, e as lideranças taiwanesas não tratam com seriedade a decisão unilateral entre Japão e Filipinas.
- O líder taiwanês, Lai Ching-te, afirmou que as negociações entre Japão e Filipinas não trarão prejuízos a Taiwan e que a China não tem direito sobre as águas em disputa.
- A China considera Taiwan parte de seu território e tem aumentado a presença naval a leste da ilha desde o início de junho.
- A porta-voz destacou que as operações navais são justificadas para salvaguardar a soberania nacional e os direitos marítimos.
A China afirmou nesta quarta-feira que Taiwan integra um conluio com o Japão e as Filipinas, acusando o governo taiwanês de facilitar ações que prejudicam a soberania chinesa. A mensagem foi veiculada pelo Gabinete de Assuntos de Taiwan, braço do governo chinês. Segundo a autoridade, Taipei não leva a sério a delimitação unilateral de zonas de comércio que poderiam tocar em território chinês.
A declaração acontece após Lai Ching-te, líder de Taiwan, sugerir que negociações entre Japão e Filipinas não devem representar prejuízo à ilha. O governo taiwanês sustenta que a China não tem direito sobre as águas em disputa e que não reconhece qualquer projeto de zona econômica exclusiva do país vizinho.
A disputa marítima envolve áreas onde as zonas econômicas exclusivas, estendidas a 200 milhas náuticas, se aproximam da margem de Taiwan. As áreas de Yaeyama, ao sudoeste de Okinawa, e Mavulis, ao norte das Filipinas, são pontos-chave de sobreposição no Pacífico ocidental.
Contexto da disputa no Pacífico
Desde o início de junho, Pequim intensificou sua presença naval e de pesquisa nas águas leste de Taiwan, segundo fontes oficiais. A China afirma que as ações de patrulha e fiscalização são legítimas para proteger a soberania e os direitos marítimos do país.
Taiwan, por sua vez, enfatiza a autonomia de suas águas e rejeita qualquer intervenção estatal externa. O governo da ilha descreve a China como a principal ameaça à sua segurança regional, sem reconhecer a legitimidade de zonas de proteção na região.
A China classificou as críticas de Taipei como falta de seriedade diante de decisões de nações vizinhas que participam de negociações de delimitação marítima. As autoridades de Pequim disseram ainda que as operações em curso visam salvaguardar interesses nacionais, sem indicar mudanças imediatas na postura regional.
Entre na conversa da comunidade