- O professor Joel Mokyr, ganhador do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2025, proferiu palestra magna na 14.ª edição do Fórum de Lisboa, no último dia do evento.
- Em sua fala, Mokyr apresentou uma leitura histórica sobre o progresso econômico, destacando que a prosperidade depende da qualidade das instituições e da inovação tecnológica.
- O economista ressaltou que a confiança nas instituições facilita a incorporação de novas tecnologias e a difusão do conhecimento.
- A discussão contextualizou a evolução do pensamento econômico, destacando a contribuição da nova economia institucionalista, que enfatiza que as instituições importam para o desenvolvimento.
- O Fórum reuniu autoridades e especialistas, incluindo o ministro Gilmar Mendes e a presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Cristiane Coelho Galvão, com debates técnicos e apresentações de artigos ao longo de três dias.
Joel Mokyr, Nobel de Ciências Econômicas em 2025, participou da 14. edição do Fórum de Lisboa como palestra magna. O evento ocorreu no fim do encontro, com a mediação do ministro Gilmar Mendes e de Cristiane Coelho Galvão, presidente da Fin.
O pesquisador da Northwestern University apresentou uma leitura sobre desenvolvimento, instituições e inovação. Segundo Mokyr, a prosperidade depende da qualidade institucional e do ritmo exponencial das inovações tecnológicas.
Nova leitura sobre institucionalismo
A palestra enfatizou que as instituições influenciam a velocidade e a direção do progresso econômico. A base teórica aponta que regras, direitos de propriedade e previsibilidade moldam o ganho de confiança necessária para novas tecnologias.
Mokyr destacou que a confiança nas instituições facilita a disseminação de conhecimentos e a adoção de inovações. A democracia robusta e a qualidade das regras são pilares de longo prazo para o crescimento.
Implicações para o desenvolvimento
O professor argumentou que o fortalecimento institucional ajuda a incluir grupos afastados do processo de inovação, incluindo no uso de inteligência artificial. A ciência alimenta a inovação, que por sua vez impulsiona novas áreas de conhecimento.
O fórum contou com três dias de debates técnicos, apresentações de artigos e avaliações de políticas públicas. A participação reuniu autoridades, servidores, empresários, jornalistas e especialistas, em um diálogo amplo.
Considerações sobre o papel público
Mendes, figura central do evento, é apontado como relevante para o fortalecimento anual do Fórum de Lisboa. O encontro, segundo os organizadores, busca orientar ideias para eleições gerais, com foco em propostas embasadas.
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