- Nordeste concentra nove dos dez maiores complexos eólicos; o líder é Lagoa dos Ventos, no Piauí, com 716,5 MW.
- Complexo Campo Largo, Bahia, soma 687,9 MW e é operado pela Engie (22 parques).
- Complexo Chuí, Rio Grande do Sul, tem 582,8 MW, operado pela Omega Energia (28 parques).
- Complexo Oitis, entre Piauí e Bahia, soma 517 MW, operado pela Neoenergia (26 parques).
- Complexo Rio do Vento, no Rio Grande do Norte, tem 504 MW e pertence a um consórcio liderado pela Casa dos Ventos.
O Complexo Lagoa dos Ventos, no Piauí, lidera o ranking das maiores usinas eólicas do Brasil, com 716,5 MW de capacidade instalada. Operado pela Enel Green Power, ele reúne 21 parques eólicos e entrou em operação em 2021, consolidando-se como símbolo da expansão no semiárido nordestino.
Na segunda posição fica o Complexo Campo Largo, na Bahia, com 687,9 MW. O projeto é controlado pela Engie e, desenvolvido entre 2018 e 2021, reúne 22 parques na região de Sento Sé, fortalecendo a importância da Bahia no setor.
O terceiro lugar é ocupado pelo Complexo Chuí, no Rio Grande do Sul, com 582,8 MW. Operado pela Omega Energia, o conjunto reúne 28 parques eólicos e representa a principal exceção ao predomínio nordeste no ranking, entrando em operação entre 2015 e 2016.
A quarta posição pertence ao Complexo Oitis, entre Piauí e Bahia, com 517 MW. Controlado pela Neoenergia, o empreendimento começou a operar em 2022, destacando-se como exemplo de projeto interestadual no setor.
Fechando o grupo das cinco maiores está o Complexo Rio do Vento, no Rio Grande do Norte, com 504 MW. Pertence a um consórcio formado por Casa dos Ventos, Salus, Mutatis e Perfin Ares, e agrega sete parques com alta capacidade instalada.
Nordeste domina o ranking
A região concentra nove dos dez maiores complexos do país, com a única exceção sendo Chuí, no Rio Grande do Sul. Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Maranhão reúnem ventos fortes e estáveis, favorecendo a eficiência dos aerogeradores.
Essa vantagem natural alavivou investimentos na cadeia de energias renováveis, atraindo fabricantes, fornecedores e capitais. Estados como Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí figuram entre os maiores produtores de energia eólica no Brasil.
Desafios para seguir crescendo
A expansão enfrenta gargalos, principalmente na transmissão de energia. Mesmo com parques prontos ou em funcionamento, a capacidade de escoamento de energia não acompanha o ritmo dos novos empreendimentos.
Além da transmissão, a logística de montagem — transporte de pás, torres e aerogeradores — demanda infraestrutura rodoviária adequada, especialmente em zonas interiores. A cadeia de fornecedores também requer maior previsibilidade para ampliar produção local.
Questões ambientais, fundiárias e regulatórias aparecem como barreiras adicionais. Conflitos sobre uso da terra, compensações e impactos visuais podem surgir, exigindo planejamento energético mais robusto e segurança regulatória para manter os investimentos no setor.
Panorama do setor
A energia eólica soma mais de 36 GW de capacidade instalada no Brasil, posição relevante na matriz elétrica nacional. A combinação de ventos constantes no Nordeste e avanços tecnológicos sustenta a visão de longo prazo do setor como pilar da transição energética.
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