- NTN-Bs com vencimento em 2033 atingiram 8,148% na sessão de ontem, em meio a juros elevados.
- Mesmo com taxas próximas de oito por cento na curva, gestores permanecem céticos sobre quedas mais expressivas dos juros reais.
- A comparação com títulos atrelados à inflação incentivados mantém demanda limitada, segundo o texto.
- Fatores como inflação implícita ainda alta, emissão de títulos pelo Tesouro Nacional e falta de novos compradores ajudam a sustentar os juros.
As NTN-Bs com vencimento em 2033 chegaram a 8,148% na sessão de ontem, indicador de juros pagos por esses títulos públicos atrelados à inflação. O movimento ocorreu em meio ao ambiente de juros elevados e volátil no mercado de renda fixa brasileiro. Gestores de recursos acompanham com atenção a direção das curvas de juros reais e a velocidade de ganho de prêmio causado pela inflação.
Mesmo com taxas em torno de 8% em vários pontos da curva, não há consenso sobre uma queda mais firme dos juros reais. O temor é que a elevada inflação implícita, a oferta de títulos pelo Tesouro e a competição com os títulos incentivados dificultem o recuo sustentado.
A observação de desdobramentos envolve a necessidade de emissão de novos papéis por parte do Tesouro Nacional e a percepção de demanda instável entre investidores institucionais. Esses fatores são vistos como entraves à recuperação de apetite por NTN-Bs frente a outras opções atreladas à inflação.
Desempenho versus títulos incentivados
- Mercados destacam a disputa entre NTN-Bs e títulos incentivados, com impactos na atratividade relativa dos papéis.
- A incerteza sobre o cenário de política fiscal local e a trajetória de juros de curto prazo mantêm cautela entre participantes.
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