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Juros futuros caem pela terceira sessão consecutiva

Juros futuros caem pela terceira sessão, vencimentos intermediários recuando até 60 pontos-base, com dólar no maior nível desde fim de março e petróleo em queda acima de quatro por cento

Tavares: “Se o petróleo continuar caindo e permanecer mais baixo, é um bom sinal para calibrar o modelo do BC”. — Foto: Rogerio Vieira/Valor
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  • Ibovespa fechou em baixa; o dólar atingiu o maior nível desde fim de março, em meio a a expectativa de aperto de juros pelo Federal Reserve (Fed).
  • Os preços do petróleo caíram mais de quatro por cento, com avanços entre EUA e Irã e aumento no fluxo pelo Estreito de Ormuz.
  • Juros futuros acumularam três sessões seguidas de queda, com recuos de até sessenta pontos-base nos vencimentos intermediários.
  • A descompressão da curva foi estimulada pelo cancelamento de leilão de títulos públicos atrelados à inflação, mudanças nas estimativas de corte da Selic e pela desvalorização do petróleo.
  • O cenário externo ajudou a ajustar a curva de juros local, refletindo maior cautela no curto prazo.

A curva de juros futuros acumulou a terceira queda consecutiva nesta semana, com as taxas recuando até 0,60 p.p. nos vencimentos intermediários. O movimento ocorre em meio à sessão marcada pelo recuo de petróleo e pela volatilidade externa.

O Ibovespa fechou em queda e o dólar atingiu o maior nível desde o fim de março, em linha com a perspectiva de aperto de políticas pelo Federal Reserve. A sessão foi influenciada por fatores externos, entre eles o avanço das negociações entre EUA e Irã.

A descompressão da curva de juros foi impulsionada por três motivos: o cancelamento de leilão de títulos públicos atrelados à inflação do Tesouro, alterações nas expectativas de corte da Selic e a queda das cotações do petróleo. Além disso, o petróleo caiu mais de 4% diante dos recentes acontecimentos no Estreito de Ormuz.

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