- Eduardo Bolsonaro citou o Zelle como exemplo de sistema similar ao Pix para uma possível negociação entre Brasil e Estados Unidos.
- A discussão ganhou força após o governo americano incluir o Pix em investigação comercial que pode resultar em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
- O Pix é criado e operado pelo Banco Central; o Zelle é administrado por uma rede de bancos privados sem uma autoridade pública central.
- O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) afirma que o Banco Central atua como regulador e operador do Pix, o que pode gerar conflito de interesses e favorecimento de uma infraestrutura pública.
- O documento cita Visa, Mastercard e WhatsApp Pay como grupos que poderiam ser afetados pela comparação entre Pix e Zelle.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro citou o Zelle como exemplo de sistema semelhante ao Pix para justificar uma negociação entre Brasil e Estados Unidos. A menção ocorreu no contexto de um debate público sobre as diferenças entre os dois mecanismos de pagamento.
A discussão ganhou impulso após o governo americano incluir o Pix em uma investigação comercial que pode implicar tarifas sobre produtos brasileiros. Eduardo afirmou nas redes que os EUA possuem mecanismos parecidos com o Pix, citando o Zelle como referência.
Governança e modelo operacional
O Pix foi criado e é operado pelo Banco Central do Brasil. Participantes seguem regras padronizadas, com interoperabilidade e gratuidade para pessoas físicas. Em contrapartida, o Zelle é gerido por uma rede de bancos privados sem uma autoridade pública central, com políticas próprias definidas por cada instituição.
Outro ponto destacado pelo Escritório de Controle de Comércio (USTR) são as condições de uso. No Pix, a gratuidade e a posição de destaque nos aplicativos bancários são impostas pelo regulador, segundo o relatório. O Zelle, porém, depende de decisões comerciais de bancos para oferecer serviços sem cobrança aos usuários.
Gratuidade e impactos regulatórios
O relatório do USTR aponta conflito de interesses na relação entre regulador e operador do Pix. Alega que o BC, ao fiscalizar o sistema, também define regras que impactam o mercado. Além disso, sustenta que a obrigatoriedade de oferecer o Pix gratuitamente favorece infraestrutura pública em detrimento de soluções privadas.
Entre as instituições citadas como potenciais afetadas, aparecem empresas do setor de pagamentos como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay. O documento centraliza a comparação entre o modelo brasileiro e o privado americano para discutir impactos competitivos.
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