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BofA amplia revisões da Selic e prevê mais um corte em 2026

BofA eleva projeção da Selic para 14,25% em 2026 e sinaliza pausa prolongada diante de inflação mais alta e real desvalorizado

Logo do Bank of America em Nova York 11/7/2023 REUTERS/Brendan McDermid/Arquivo
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  • Bank of America revisou a projeção da Selic para 14,25% ao fim de 2026, indicando apenas mais um corte neste ano e pausa prolongada.
  • A estimativa anterior era de queda para 13,25% ao fim de 2026.
  • A revisão leva em conta inflação mais alta, atividade econômica apoiada por estímulos fiscais e desvalorização do real.
  • O banco espera que o Copom sinalize pausa com mudança de linguagem, dificultando novas flexibilizações e mantendo juros em patamar alto por mais tempo.
  • Fatores não incorporados ainda incluem efeitos do El Niño sobre safras de 2027 e o término da jornada 6×1; o dólar opera acima de R$ 5,15.

O Bank of America (BofA) revisou suas expectativas para a Selic, passando a projetar 14,25% ao fim de 2026. A revisão implica apenas mais um corte neste ano, seguida de uma pausa prolongada. A taxa atual é de 14,50%.

A decisão levou em conta inflação com riscos em alta, atividade sustentada por estímulos fiscais e crédito, e a desvalorização do real. O relatório cita que o Copom pode sinalizar pausa pela linguagem adotada.

Para o BofA, o cenário macroeconômico está “significativamente menos favorável” e a deterioração da dinâmica inflacionária pulsa nos preços pela via cambial. O dólar opera acima de R$ 5,15, impulsionado por dados de empregos nos EUA.

O banco também ressalta que o ambiente de estímulos fiscais mantém a demanda aquecida, o que pressiona a inflação e reforça a necessidade de juros elevados para controlar o avanço dos preços. A visão não incorpora ainda efeitos do El Niño.

Além disso, o BofA aponta que o fim da jornada 6×1 e possíveis impactos climáticos nas safras de 2027 não foram totalmente incorporados à análise, o que pode alterar cenários futuros.

“Espaço para novas flexibilizações é limitado, e o patamar de cortes adicionais subiu”, afirma o banco, indicando um retorno a um ciclo de juros altos por mais tempo.

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