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Bolsa cai 8ª semana consecutiva; dólar a 5,15, primeira desde o Plano Real

Ibovespa encerra sexta-feira em oitava queda consecutiva; dólar atinge R$ 5,155 com expectativas de altas de juros pelo Fed após dados de emprego dos EUA

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  • A bolsa brasileira fechou em queda de 0,76%, aos 169.019 pontos, com a semana registrando perda de 2,74%.
  • O Ibovespa entrou na oitava semana seguida de queda, a maior sequência da série histórica iniciada em 1982, durante o Plano Real.
  • O dólar subiu 1,76%, encerrando a R$ 5,155, a maior cotação desde 2 de abril; na semana, alta de 2,18%.
  • Emprego nos EUA em maio mostrou criação de 172 mil vagas, acima das 85 mil previstas, fortalecendo a expectativa de altas de juros pelo Fed.
  • O mercado passou a apostar em alta da taxa americana em dezembro, com a probabilidade subindo para cerca de 65%.

A bolsa brasileira fechou em queda nesta sexta-feira (5), com o Ibovespa recuando 0,76%, aos 169.019 pontos. A semana terminou com queda acumulada de 2,74%, marcando oito pregões consecutivos de baixa. A sequência é a maior desde o início da série, em 1982, durante o Plano Real.

A reversão foi puxada pelos dados de emprego dos EUA, que vieram acima do esperado. O americano somou 172 mil vagas em maio, ante expectativa de 85 mil. Isso elevou as expectativas de alta de juros por parte do Federal Reserve, pressionando ativos de risco.

O dólar avançou 1,76% frente ao real, fechando a 5,155, maior nível desde 2 de abril. A semana, porém, teve alta de 2,18% e o ano registra queda de 6,08%. O patamar de juros nos EUA se manteve no radar de operadores, com a próxima reunião do Fed marcada para 16-17 de junho.

Mercado global e expectativa de política monetária

A leitura de alta de juros nos EUA reforçou o diferencial de renda fixa entre Estados Unidos e emergentes. Títulos do Tesouro renderam mais, levando investidores a buscar ativos de menor risco. O índice S&P 500 caiu 2,5% após altas anteriores, afetado pelo desempenho de IA.

A inflação relativa também pesou. O índice de preços PCE dos EUA subiu 3,8% em 12 meses até abril, acima de março, o que alimenta a pressão por juros mais elevados. A leitura reforçou a visão de devem permanecer altas as taxas por mais tempo.

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