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Brasil registra alta nas exportações de frango e prevê recuperação de preços, diz JP Morgan

J.P. Morgan vê recuperação gradual de preços do frango e projeção de exportação de 5,5 milhões de toneladas para 2026

Galinhas se alimentam em granja no Paraná: milho e farelo de soja, que respondem por mais de 70% do custo de produção do setor, estão disponíveis sem pressão de oferta em 2026. (Foto: Orlando Kissner)
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  • Brasil responde por 37% das exportações mundiais de frango; após recuos, oferta interna foi ajustada e embarques aumentaram em fevereiro e março.
  • Projeção para 2026 é exportar 5,5 milhões de toneladas de carne de ave, com crescimento de 3,3%.
  • Preços do frango devem se recuperar gradualmente, com custos de milho e farelo estáveis, ainda que o câmbio possa reduzir ganhos.
  • De janeiro a abril de 2026, os embarques de frango cresceram 4,3% em volume e 6,1% em receita; Emirados Árabes Unidos caiu como destino principal, mas Japão, África do Sul, União Europeia e Filipinas compensaram.
  • No setor de suínos, a projeção para 2026 é produção de até 5,7 milhões de toneladas e exportações de 1,55 milhão, com recuperação puxada pela China e possível ganho de cerca de US$ 150 milhões.

O Brasil deve manter o dinamismo das exportações de frango e mirar recuperação de preços, segundo avaliação do J.P. Morgan em relatório de equity research para a América Latina, com base na perspectiva da ABPA. O país representa cerca de 37% das exportações mundiais de frango.

Depois de recuo no fim de 2023 e começo de 2024, o setor ajustou a oferta interna e ampliou embarques em fevereiro e março. Para 2026, a projeção é de exportar 5,5 milhões de toneladas, ante alta de 3,3% em relação a 2025.

Os analistas destacam que os preços do frango parecem ter atingido o piso e devem se recuperar de forma gradual. O relatório é assinado por Lucas Ferreira, Larissa Perez e Froylan Mendez.

Em janeiro a abril, as exportações de frango mostraram expansão de 4,3% no volume e 6,1% na receita, mesmo com recuo nas vendas para os Emirados Árabes Unidos, principal destino no Oriente Médio. Japão, África do Sul, UE e Filipinas contribuíram para compensar.

A produção anual de frango deve chegar a 15,6 milhões de toneladas, segundo o estudo, com alta prevista de 2%. O primeiro trimestre foi pressionado pela demanda doméstica e pela fraqueza de preços, mas as exportações se mantiveram resilientes.

Sobre premissas de custos, o relatório aponta que milho e farelo de soja respondem por mais de 70% do custo de produção e permanecem com oferta estável. O real mais forte reduz o ganho de tradução cambial nas exportações.

No setor de suínos, a visão é mais favorável. A projeção para 2026 é de até 5,7 milhões de toneladas de produção e 1,55 milhão de toneladas exportadas, com alta de 2,6%. Em janeiro a abril, embarques cresceram 14,2% no volume e 14,1% na receita.

AChina é vista como principal catalisador de curto prazo para o suíno, com o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação. Esse status pode redirecionar cerca de 40 mil toneladas para destinos mais lucrativos, gerando até US$ 150 milhões adicionais.

O estudo aponta que o benefício para suínos pode ser mais expressivo em miúdos e produtos com osso, ampliando a competição com a Europa no mercado chinês. Riscos incluem gripe aviária, peste suína africana, valorização cambial e entraves regulatórios.

Entre os destaques regionais, o Oriente Médio respondeu por 26% das exportações brasileiras de frango no acumulado de janeiro a abril de 2026, mantendo a região como foco diante de tensões no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho.

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