- Maio registrou receita de exportação de carne de frango de US$ 1,009 bilhão, a primeira vez acima de US$ 1 bilhão, segundo a ABPA.
- Em volume, foram exportadas 509,9 mil toneladas, alta de 29,6% ante o mesmo mês de 2025.
- No acumulado de cinco meses, as exportações somaram 2,45 milhões de toneladas, com receita de US$ 4,71 bilhões (crescimentos de 8,7% e 11,3%, respectivamente).
- China continua na liderança entre os compradores, seguida por Japão, União Europeia e Arábia Saudita.
- A ABPA destaca que, mesmo com incertezas logísticas globais e tensões no Estreito de Ormuz, o Brasil diversificou mercados e manteve presença em Japão, UE, Coreia do Sul e China, além do Oriente Médio.
A avicultura brasileira atingiu um marco histórico em maio, quando as exportações de carne de frango chegaram a 1,009 bilhão de dólares em receita, superando a casa de 1 bilhão pela primeira vez, segundo a ABPA. O volume embarcado alcançou 509,9 mil toneladas, o maior para um mês de maio.
O desempenho semanal foi impulsionado por um crescimento de 36,1% na receita na comparação com maio de 2025, e por uma alta de 29,6% no volume. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações somaram 2,45 milhões de toneladas e ~4,71 bilhões de dólares em receitas, respectivamente 8,7% e 11,3% acima do ano anterior.
China manteve a liderança entre os compradores, seguida por Japão, União Europeia e Arábia Saudita, ampliando a presença brasileira em mercados de alto valor. A taxa de expansão ocorreu mesmo diante de incertezas logísticas globais e das tensões no Oriente Médio, especialmente nas rotas via Estreito de Ormuz, que afetam o fluxo marítimo.
Mercados e desafios
Segundo o presidente da ABPA, os resultados refletem a diversificação da pauta exportadora brasileira. A indústria ampliou a atuação em mercados estratégicos como Japão, UE, Coreia do Sul e China, mantendo forte presença no Oriente Médio e explorando oportunidades em emergentes.
A organização aponta que o Brasil fortalece a cadeia produtiva e sustenta competitividade internacional, mesmo com custos logísticos elevados. A continuidade do crescimento dependerá, entre outros fatores, da gestão de riscos nas rotas logísticas e da demanda global por proteínas animal.
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