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Dólar vai a R$5,15 e Ibovespa cai abaixo de 170 mil pontos nesta sexta

Dólar fecha acima de R$5,15 e Ibovespa recua abaixo de 170 mil, com empregos nos EUA acima do esperado e petróleo em queda diante de desescalada no Oriente Médio

A moeda norte-americana à vista encerrou com alta de 1,76%, aos R$5,15, maior cotação desde 2 de abril.
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  • O dólar fechou em R$ 5,1555, alta de 1,76%, com o mercado aguardando novas altas de juros nos Estados Unidos após geração de 172 mil empregos em maio. O dólar futuro para julho operava em R$ 5,1910 às 17h06.
  • O Ibovespa terminou em 169.019,12 pontos, abaixo de 170 mil pela primeira vez desde janeiro, com queda de 0,77%.
  • Na semana, o Ibovespa caiu 2,74%, mantendo oito semanas de quedas consecutivas, maior sequência histórica desde 1982.
  • Os preços do petróleo recuaram, com o Brent a US$ 93,09 por barril e o WTI a US$ 90,54, em meio a sinais de desescalada na tensão entre EUA e Ira.
  • O volume financeiro da sessão somou cerca de R$ 26,58 bilhões, e o dólar forte atingiu a quarta pior cotação entre as moedas globais no fim do dia.

O dólar fechou em alta firme no Brasil nesta sexta-feira (5), cotado acima de R$ 5,15. Dados de emprego dos EUA para maio surpreenderam, elevando a aposta em nova alta de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. O dólar à vista ficou em R$ 5,1555, com ganho de 1,76%.

Às 17h06, o dólar futuro para julho subia 1,96% e chegava a R$ 5,1910, em meio a temores de aperto monetário adicional. O Departamento do Trabalho informou criação de 172 mil vagas em maio, acima da expectativa de 85 mil. Abril foi revisado para 179 mil.

O índice do dólar subia 0,67% às 17h14, para 100,100, refletindo a força da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas. O cenário de juros nos EUA impactou o cenário global, diminuindo a atratividade do Brasil para capitais externos.

Ibovespa fecha abaixo de 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro, com recuo de 0,77% a 169.019,12 pontos. O pregão alternou entre 168.909,87 e 170.457,37 pontos ao longo do dia. O volume financeiro somou R$ 26,58 bilhões.

Destaques do dia

  • Vale ON caiu 3,78% com o recuo dos futuros de minério de ferro na China. CSN ON recuou 10,18%, enquanto USIMINAS PN caiu 1,31% e Gerdau PN vendeu 2,69%.
  • Petrobras PN caiu 0,87% diante da fraqueza do petróleo no exterior, com Brent a US$ 93,09 o barril.
  • Itaú Unibanco PN avançou 0,28%, Bradesco PN subiu 0,58%, Santander Brasil UNIT manteve leve alta, e Banco do Brasil ON recuou 1,84%.
  • Copasa ON recuou 5,25% após divulgação de proposta da Equatorial para se tornar acionista de referência. Equatorial ON caiu 2,26%.
  • Embraer ON subiu 3,82% após Azorra anunciar pedido firme de 15 jatos E195-E2, com opção para outras 15 unidades.
  • Magazine Luiza ON avançou 1,87% com recomendação de neutralidade de analistas, apesar de recuo no preço-alvo para R$ 6,50.
  • Braskem PNA caiu 6,89% após anunciar venda de participação para IG4, que passará a deter maioria das ações com direito a voto.

Petróleo e perspectivas

O petróleo Brent fechou em US$ 93,09 o barril, queda de 2,04%. O WTI terminou em US$ 90,54, baixa de 2,69%. Mercado cita menor probabilidade de escalada entre EUA e Irã, com sinais de desescalada.

Operadores destacam que ausência de acordo reduz risco de choque, porém ainda há incertezas sobre fluxos e demanda. O estoque global e questões logísticas seguem influentes para a precificação.

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