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Nardes afirma que milhares morrem por falhas na política de câncer

TCU aponta falhas estruturais na política de câncer que levam a mortes evitáveis, com atrasos, deficiências de prevenção e governança no SUS

Ministro Augusto Nardes, do TCU, se manifestou sobre o caso do aposentado Antonio Carlos Striotto Marins, que morreu depois de esperar mais de 7 meses por um medicamento previsto no SUS
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  • O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, afirmou ao Poder360 que milhares de brasileiros morrem por falhas estruturais na política de câncer do país.
  • A declaração envolve o caso do aposentado Antonio Carlos Striotto Marins, que morreu após esperar mais de sete meses por um medicamento previsto no SUS.
  • A auditoria, conduzida por Nardes, aponta fragilidades estruturais no atendimento oncológico, incluindo atraso no diagnóstico, falhas de coordenação, monitoramento e acompanhamento dos pacientes.
  • O relatório também indica dificuldades para rastrear pacientes, gerenciar filas e integrar informações entre áreas do sistema de saúde, além de falhas na produção de indicadores.
  • O estudo do TCU, monitorado até 2025, mostra que medidas para corrigir gargalos ainda estão em implementação; Nardes ressalta a necessidade de governança e de políticas preventivas para evitar mortes futuras.

O ministro Augusto Nardes, do TCU, afirmou ao Poder360 que falhas estruturais na política de câncer levam a mortes evitáveis no Brasil. O destaque veio ao comentar o caso de Antonio Carlos Striotto Marins, aposentado que morreu após esperar mais de sete meses por medicamento previsto no SUS.

A avaliação do TCU baseia-se em auditoria sobre a política nacional de controle do câncer. O estudo aponta atraso no diagnóstico, deficiências de coordenação, monitoramento e acompanhamento dos pacientes ao longo do tratamento.

Segundo o relatório, o país também enfrenta dificuldade para rastrear pacientes, monitorar filas e integrar dados entre áreas do sistema de saúde. A produção de indicadores e o acompanhamento da jornada do paciente foram identificados como entraves.

Fatos da auditoria e impactos

A auditoria concluiu que diagnósticos costumam ocorrer tardiamente para reduzir o avanço da doença, comprometendo a efetividade das ações de prevenção e governança. Medidas para corrigir gargalos permanecem em implementação parcial desde 2025.

Nardes ressaltou que milhares de mortes poderiam ser evitadas com políticas preventivas robustas e governança estatal eficaz. O monitoramento do TCU mantém o acompanhamento da política nacional de combate ao câncer.

Caso Marins e acesso a tratamentos de ponta

Antonio Carlos Striotto Marins, 67 anos, enfrentou uma longa batalha para obter o Keytruda, imunoterapia reconhecida no SUS para seu tipo de melanoma metastático. A Justiça acabou acionada para assegurar o medicamento.

Marins aguardou meses pela liberação e, ao obter o tratamento, a doença já havia evoluído. O câncer, que atingiu o cérebro, abriu espaço para apenas três aplicações da terapia antes do falecimento.

A história do aposentado foi divulgada pelo Poder360 como parte de uma série sobre acesso a medicamentos de alto custo contra o câncer.

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