- A economia circular busca manter materiais em uso, reduzindo resíduos e redesenhando o sistema produtivo para evitar a lógica de extrair, consumir e descartar.
- Empresas de setores diversos testam modelos circulares em pontos da cadeia, com exemplos como cápsulas de café virando alumínio e adubo, restos de alimentos gerando biogás e pneus usados virando matéria-prima.
- O Brasil avança com marcos regulatórios e instrumentos de financiamento voltados à circularidade: Estratégia Nacional de Economia Circular (2024), Plano Nacional (2025) e apoio de instituições como Finep e Fundo Socioambiental da Caixa.
- Pesquisas indicam consolidação da tendência: 85,7% dos dirigentes afirmaram presença da economia circular na alta liderança e 61,9% já desenvolvem modelos circulares; na indústria, 85% adotam pelo menos uma prática e há 275 projetos mapeados.
- Exemplos práticos incluem Lojas Renner (loja circular e metas de sustentabilidade), programa Volks Greenline (remanufatura de componentes) e Reciclaneta, da Novo Nordisk (logística reversa para plásticos de canetas injetáveis); há ainda um movimento para padronizar métricas por meio de protocolo internacional.
A economia circular ganha espaço no Brasil em resposta a crises climáticas, escassez de recursos e desigualdades. Empresas buscam manter materiais em uso por mais tempo, reduzindo desperdícios e a extração de recursos naturais. Inovações vão além da reciclagem, redesenhando cadeias de produção e consumo.
Modelos circulares já aparecem em setores como varejo, telecomunicações, indústria farmacêutica e automobilística, com foco no design, rastreabilidade e parcerias. A prática envolve reaproveitamento de resíduos, logística reversa e recuperação de materiais em uso.
No Brasil, avanços regulatórios acompanham a prática. A Estratégia Nacional de Economia Circular (2024) define diretrizes; o Plano Nacional (2025) leva as diretrizes a ações. Enquanto tramita no Congresso uma Política Nacional, há linhas de financiamento da Finep e do Fundo Socioambiental da Caixa.
Avanços regulatórios e instrumentos
A Estratégia Nacional estabelece objetivos para modelos mais circulares e orienta ações ao longo dos próximos anos. O Plano Nacional traduz diretrizes em instrumentos e etapas de implementação no curto e médio prazo. A proposta de Política Nacional tramita no Congresso.
Financiamentos destinados à circularidade já existem, com recursos da Finep e do Fundo Socioambiental da Caixa. As diretrizes visam aumentar a eficiência no uso de recursos, reduzir resíduos e incentivar inovação. Têm apoio de entidades setoriais e governo.
Casos práticos no tecido empresarial
No varejo, as Lojas Renner lideram com o Selo Re, lojas com logística reversa e iniciativas como o brechó Repassa. Em 2021, abriram a primeira loja circular, com 97% de reaproveitamento de resíduos da obra. A meta é ter 100% de peças mais sustentáveis até 2030.
Na indústria automotiva, a Volkswagen Caminhões e Ônibus utiliza o programa Volks Greenline, com remanufatura de componentes. A rede envolve concessionárias e fornecedores, oferecendo peças remanufaturadas até 30% mais baratas.
Na área farmacêutica, a Novo Nordisk lançou o Reciclaneta, foco em plástico de canetas injetáveis. O programa coordena coleta, higienização, desmontagem e reciclagem, com pontos voluntários e parceiros especializados.
Desafios e próximos passos
Especialistas destacam a necessidade de ampliar experiências fragmentadas para estratégias integradas de negócio. A adoção envolve design de produto, compras, logística reversa e métricas comuns. O objetivo é escalar práticas já testadas.
O acompanhamento técnico é reforçado pelo Global Circularity Protocol for Business (GCP), para padronizar métricas e metas. No Brasil, o Cebds lidera piloto de adaptação do protocolo à realidade local, incluindo cadeia de catadores e cooperativas.
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