- Fernanda Guardado, economista-chefe do BNP Paribas para a América Latina, aponta que as tarifas dos EUA devem ter impacto macroeconômico limitado sobre o Brasil.
- As avaliações se baseiam em investigações do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
- Guardado ressalta que a queda das exportações brasileiras para os EUA desde 2024 reduz o tamanho do efeito.
- Ela destaca ainda que a ampla lista de exceções pode limitar os prejuízos a setores específicos.
- A analista indica que a questão fiscal não deve entrar no debate eleitoral, mas é tema esperado para o pós-eleição.
Fernanda Guardado, economista-chefe do BNP Paribas para a América Latina, afirma que as tarifas propostas pelos Estados Unidos devem ter impacto macroeconômico limitado sobre o Brasil. A avaliação considera investigações abertas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
Segundo Guardado, a combinação de queda no peso das exportações brasileiras para os EUA desde 2024 e a extensa lista de exceções previstas nas tarifas reduz os danos a setores específicos da economia brasileira. A economista mantém a leitura de curto prazo para o efeito agregado.
A observação se baseia em análises de como as tarifas se desdobrariam na prática, levando em conta a substituição de destinos e ajustes de cadeia produtiva. Guardado aponta que o efeito dependerá da abrangência das isenções e da reação de importadores.
Contexto
O tema ganha relevância no debate econômico brasileiro, embora Guardado ressalte que a questão fiscal não deve pautar o discurso eleitoral atual. A expectativa é de que o tema seja mais debatido no cenário pós-eleição, com avaliações sobre impactos setoriais e recuo de pressões inflacionárias vindas de tarifas externas.
As informações destacam que as negociações ainda estão em andamento e que as decisões finais poderão modificar o quadro de comércio entre Brasil e EUA. Fontes próximas ao tema indicam que o cenário é dinâmico e sujeito a mudanças conforme avansem as conversas.
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