- Payroll dos Estados Unidos gerou 172 mil vagas em maio, acima da previsão de cerca de 85 mil, sinalizando resiliência do mercado de trabalho.
- Taxa de desemprego ficou estável em 4,3% no mês.
- O dado de abril foi revisado para cima, chegando a 179 mil vagas.
- O setor de saúde segue como principal força de criação de empregos, mantendo o cenário de mercado sólido apesar de juros elevados.
- Analista afirma que o Federal Reserve deve manter a taxa básica de juros este ano, com atenção voltada para a inflação e para o impacto de pressões inflacionárias decorrentes de movimentos no preço do petróleo, além da primeira reunião do novo chairman Kevin Warsh.
O payroll dos Estados Unidos, divulgado nesta sexta-feira, aponta criação de 172 mil empregos em maio, segundo avaliação de Vinícius Flores, analista da Stratton Capital. O número supera a previsão de 85 mil vagas e está próximo das 179 mil de abril, revisadas para cima pela BLS. A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%.
Flores ressalta que o mercado de trabalho continua resiliente, com ganhos puxados pelo setor de saúde, e aponta que o resultado afasta a impressão de uma desaceleração abrupta da economia. Mesmo com juros elevados, a atividade acompanha uma trajetória de estabilização gradual.
Foco do Fed volta-se à inflação
Para o analista, o Federal Reserve deve direcionar a atenção para a inflação, diante da resiliência do emprego e de novas pressões inflacionárias, como as recentes oscilações no preço do petróleo. A leitura de inflação pode orientar próximos passos da autoridade monetária.
Expectativas de política monetária
Flores afirma que o FOMC tende a manter a taxa básica de juros inalterada neste ano, dada a combinação de emprego aquecido e riscos inflacionários persistentes. A próxima reunião, marcada sob a presidência de Kevin Warsh, é vista com cautela pelos investidores.
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