- O ouro à vista caiu 3,1%, para US$ 4.365,80 por onça-troy, com a semana projetada para terminar com baixa superior a 4%.
- O declínio veio após o payroll de maio indicar 172 mil vagas criadas, bem acima das 85 mil esperadas, sinalizando um mercado de trabalho ainda aquecido.
- Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, tornando a renda fixa mais atrativa e elevando o custo de oportunidade do ouro.
- A alta dos preços de energia, aliada às tensões no Oriente Médio, alimenta preocupações inflacionárias e complica a trajetória do Fed.
- Segundo a ferramenta FedWatch, da CME Group, a probabilidade de alta de juros do Fed em dezembro subiu para 68%, ante 50% antes do relatório.
O ouro derreteu mais de 3% nesta sexta-feira, ampliando perdas da semana por conta de dados de emprego fortes nos EUA. O preço à vista ficou em torno de US$ 4.366 por onça-troy, com queda acumulada superior a 4% na semana.
O payroll de maio sinalizou vigor do mercado de trabalho: foram criadas 172 mil vagas, quase o dobro do projetado pelos analistas (85 mil). O resultado reforçou a hipótese de alta de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano.
Além disso, os rendimentos dos Treasuries subiram, aumentando a atratividade da renda fixa e elevando o custo de oportunidade de manter o ouro, que não paga juros. Tensões no Oriente Médio também alimentam temores inflacionários.
Perspectivas de juros e mercado
Segundo o FedWatch, do CME Group, o mercado elevou as chances de alta em dezembro para 68%, frente 50% antes do relatório. Desempenho do dólar e rendimento dos títulos continuam impactando o sentimento sobre o metal amarelo.
Dados adicionais e impactos
Analistas destacam que o cenário de juros mais altos deve permanecer dominante enquanto dados de inflação e emprego nortearem as decisões do Fed. A incerteza global relacionada a energia também mantém o ambiente volátil para o ouro.
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